domingo, 5 de dezembro de 2010
Votos de Natal 2
Votos de Natal
Não há dúvida que o Natal de Jesus manifesta o sentido profundo da mensagem evangélica, isto é que o plano de salvação do Pai é para toda a humanidade.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Fé, Cidadania e ética.
- Garantir a água como um bem público e patrimônio da humanidade, de destinação universal a todos os seres vivos. Já o disse Bento XVI que “é necessário a maturação duma consciência solidária que considere a alimentação e o acesso à água como direitos universais de todos os seres humanos, sem distinções nem discriminações.
- Proteger a biodiversidade brasileira (flora e fauna) para o povo brasileiro solidário com os demais povos, respeitando e respaldando os saberes das populações tradicionais das várias regiões do país;
- Assegurar o uso dos solos agricultáveis para o povo brasileiro, principalmente para os pequenos agricultores, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, espalhados por todo o território nacional;
- Garantir a legalização e a posse das terras dos povos indígenas e quilombolas.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Mês Missionária
sábado, 9 de outubro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Somos fruto do amor de Deus!
Na tradição africana, doença não é somente uma questão física ou mental que tem uma razão cientifica, uma consequência lógica devido um acidente, uma picada de inseto, uma infecção hospitalar, etc. A doença é vista também como algo sobrenatural, no sentido que não é natural. Então, cientificamente é difícil o povo compreender uma simples dor de cabeça, mal-estar, malária, etc.
Diante disso, uma criança que tem uma doença mental ou física: Síndrome de Down, paralisia cerebral, câncer ou AIDS sofre pela doença em si e também por ter adquirido tal doença. Em alguns casos, a criança é rejeitada ou abandonada pela família. Clínica Dom Orion cuida de crianças que tem dificuldades físicas e mentais, aproximadamente 15 internos são tratados nessa instituição.
Eu tive a oportunidade de visitar a Clínica e me aproximar dessas crianças e não encontrei tristeza, apesar das dificuldades que as crianças possuem: em andar, de comer, de falar. Encontrei um sorriso na face de cada uma, uma alegria, um desejo de viver. E aí as lágrimas não saíram, mas todo o meu ser “ chorou”, as lágrimas brotaram dentro do meu coração.
Eu me pergunto: “ Quem éo homem?” O que somos? Corpo e mente ou corpo e alma ? Muitas vezes a aparência engana, o importante é o nosso interior, é o nosso coração. O corpo é frágil ,é delicado .Ele pode ser bonito ou feio e até apresentar um aspecto monstruoso devido certas doenças ,mas o que vale é quem somos!
E por isso, chorei pela primeira vez em Maputo, carregando Isabel no colo ,uma criança que tem 2 anos de idade com aparência de sete meses ,não tem como não ficar emocionada , ela foi rejeitada pela mãe . Segurando Isabel no colo, todo o meu instinto materno se aflorou. Vivenciei a experiência do salmo: “ entranhas de misericórdias” senti compaixão, engoli seco. Não podemos resolver todos os problemas do mundo. Só Deus é capaz!
A missão é coração, é oração, é trabalho, é relacionar-se com o outro, é sorrir, é chorar. É amar o irmão que sofre, é ser irmã de quem não conhecemos, de quem não tem o nosso sangue. É ser sensível, é ser forte!
Na graça!
Estamos Juntos!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Greve em Maputo
A população saiu as ruas para denunciar o aumento abusivo da comida, de produtos essenciais, custo da energia, água, etc., que afeta o povo que já sofre com um custo de vida alto, falta de trabalho, informalidade,...
A situação parece mais calma e a greve contornada, porém o número de mortos ainda não é certo. Os últimos dias foram tensos, com o povo nas ruas e situações de agressão e violência, saques e muitos comércios destruídos, tudo ficou paralisado.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Vocação: da compaixão à missão
Lamentável é ver que perdemos em nossas comunidades oportunidades importantes de refletir com mais profundidade estes temas. Nos acostumamos a algumas palavras, um breve comentário, iniciativa ou gesto. Na maioria das vezes sem muita conexção com a vida daqueles que nos escutam.
Ontem, nos reunimos com alguns jovens que estão realizando uma caminhada de discernimento vocacional. Foi um momento bonito de reflexão. Uma pequena semente que deve ser cultivada. Não sonhamos com multidões, pois nem o próprio Jesus nos incentivou a isso, na minha opinião: "onde dois ou mais estiverem reunidos...", mas frente aos que estão como que adormecidos, precisamos pensar alternativas para chegar até o coração destas pessoas!
Encontrei este escrito do padre Gustavo, um padre comboniano que trabalho no nordeste do Brasil junto com a juventude e gostaria de partilhar a beleza e a sensibilidade deste escrito com vocês!
Gustavo Covarrubias Rodríguez - mccj
“A compaixão de Deus é a compaixão de quem continua vendo os mais esquecidos rincões do mundo e que não pode descansar enquanto souber que há seres humanos com lágrimas em seus olhos”. (Jairo Calderón Benavides).
A vocação missionária funda suas raízes no chamado que toda pessoa recebe para ser profunda e inteiramente humana (ser ‘gente’) e, no contexto da nossa fé, no convite para seguir Jesus nessa caminhada de humanização que culmina na acolhida e no reconhecimento do nosso sermos filhos e filhas de Deus (ser ‘cristãos’). Por isso, assumir e viver a nossa vocação missionária pressupõe que tenhamos aprendido (ou estejamos aprendendo) a ser ‘gente’ e a ser ‘cristãos’. Ora, ser “gente” e ser “cristão” só é possível se, de alguma maneira, acolhemos em nossa vida uma “paixão” que envolva e comprometa toda a nossa pessoa (nossos desejos, afetos, nossos sonhos, nossas opções e nossas lutas) em torno de algo ou, melhor dito, de Alguém que nos tire da tendência a viver só em função de nós mesmos e nos abra à consciência de que “nós não somos sem o outro/Outro” que cativou o nosso coração, que entrou definitivamente na nossa vida e que nos exige uma resposta." ...
Cristina
domingo, 15 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Feliz Aniversário Valdeci!

Hoje celebramos o dom da vida do Valdeci, alguém especial para nós, pois foi o que juntamente com Pe Pedro Settin, começou a sonhar este Projeto Leigos Missionários Combonianos aqui no Brasil, lá pelos idos de 1995!
O tempo passou, o sonho tornou-se realidade e hoje caminhamos juntos e sua "terra de missão" encontra-se junto aos presídios e cadeias do Brasil e do mundo. Dedica sua vida na concretização de um projeto que também nasceu no coração de Deus: as APACs.
Ao Valdeci nosso carinho, amizade e a prece ao Deus da Vida que continue te enchendo de entusiasmo, paixão missionária, fidelidade ao compromisso com a justiça e a Paz!
Da Família LMC
O que nos move... por Vanessa

E eu caminho no meio delas, começo a sorrir, a brincar com elas através dos meus olhares, tentando transmitir carinho com o meu sorriso. E logo recebo de volta outro sorriso, as crianças correm ao meu encontro e me abraçam. É muito bom receber esse carinho. O povo aqui é muito sério e às vezes fica complicado para mim, quando fico distribuindo sorriso para as crianças.
Hoje agradeço a Deus por esse presente: caminhar pelas ruas de Malhazine, ao dizer: Dzi xile (bom dia) e por causa do meu sotaque, receber um sorriso afetuoso, ser acolhida por esse povo na maneira deles.
Um sonho realizado e sem dúvida, uma grande graça, não tem preço. O que me move é o amor de Deus que me ajuda a caminhar, vivenciar cada experiência, sempre com alegria. Apesar da saudade, estou feliz sendo Leiga Missionária Comboniana.
Na graça.
Estamos Juntos!
Vanessa LMC
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Aniversário da Vanessa!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Encontro LMC

Encontro dos Leigos Missionários Combonianos – 16 a 18 de julho de 2010
Realizamos o encontro anual da Família LMC no Ipê Amarelo, em comunhão com os que se encontram distantes em Missão. Um grupo grande de amigos, colaboradores e apoiadores do Projeto estavam em sintonia conosco em oração!
No dia 16, iniciamos nosso encontro com um bonito momento de oração trazendo as realidades e as pessoas que caminham conosco. Traçamos um cenário mais geral sobre a sociedade e a Igreja, o convite atual do padre geral dos Missionários Combonianos que “se volte ao essencial” e o contexto dos LMC Internacional.
Destacamos como um panorama positivo como lmcs hoje: a presença neste ano de 5 pessoas em frentes além fronteiras, a equipe que tem o Ipê como referência; o Ipê como possibilidade de experiência missionária aos que querem conhecer o projeto, o site, o blog e o informativo em funcionamento; a presença do pe Jorge como representante da Província; os encontros como conselhos conjuntos; os grupos de apoio existentes e os que estão nascendo: Amigos Sem Fronteiras, grupo de Curitiba e toda atividade em Nova Contagem; a reativação do Espaço Esperança e a Casa Comboniana Justiça e Paz como espaços para exercitarmos nossa combonianeidade aqui em Nova Contagem.
Num terceiro momento traçamos um panorama mais específico sobre as realidades do projeto LMC hoje: Moçambique, Causa Indígena e Ipê Amarelo.

No Sábado hora do julgar e fizemos uma bonita reflexão a partir da imagem do caminho: Missão é caminho. E rezamos o texto do Evangelho de Marcos 1, 16 – 45: Marcos é o manual do discípulo missionário; é o Evangelho do Caminho; revela um Mestre itinerante; o primeiro capítulo é a cartilha que ensina a evangelizar. Convite para fazermos um paralelo: como Jesus evangeliza – como eu evangelizo:
1) Olhando o texto: Qual a situação que Jesus encontrou neste início de Ministério?
2) Quais são os lugares que Jesus vai – geograficamente – saber isto nos ajuda na metodologia missionária!
3) Quais são os destinatários do Anúncio? Qual ação do caminho de Jesus:
4) O que ele faz?Ver os verbos, as ações de Jesus. Qual seu jeito de fazer?
5) Ver as conseqüências e reações ao caminho proposto por Jesus (discípulos, endemoniados, chefes, fariseus) Qual a resistência e a acolhida:
6) Podemos tirar um plano de ação missionária a partir deste texto:
Foi uma reflexão riquíssima de um texto maravilhoso e missionário. Pudemos rezar, aprofundar e descobrir muitas coisas novas neste texto, trabalho e leitura orante em mutirão! A tarde prosseguimos com os encaminhamentos do Conselho Executivo da ALMC e concluimos este dia com a celebração da Missa.
No domingo fomos passear na Serra da Caraça, um Santuário Ecológico maravilhoso: lugar de contemplação, oração e com muito a conhecer para os dispostos a se colocarem a caminho. O frio de julho não permitiu usufruir da cachoeira que lá encontramos, mas a boa compania, o papo gostoso, o almoço delicioso e a paisagem encheram nossos olhos e alegraram nossos corações. Valeu e muito o desejo de estarmos juntos como Família.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
De 01 a 07 de setembro
Articulado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra irá consultar a população brasileira sobre o tema entre os dias 01 e 07 de setembro, na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos.
Pelo direito à terra e à soberania alimentar: vamos às urnas mostrar nosso poder popular!
Criada em 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar, é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade brasileira para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 módulos fiscais. Áreas acima dos 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público.
O módulo fiscal é uma referência, estabelecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que define a área mínima suficiente para prover o sustento de uma família de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ele varia de região para região e é definido para cada município a partir da análise de várias regras, como por exemplo, a situação geográfica, qualidade do solo, o relevo e condições de acesso. A aprovação da emenda afetaria somente pouco mais que 50 mil proprietários de terras.
De acordo com os últimos dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 2006, no Brasil, 2,8% das propriedades rurais são latifúndios e ocupam mais da metade de extensão territorial agricultável do país (56,7%). Em contrapartida as pequenas propriedades representam 62,2% dos imóveis e ocupam apenas 7,9% da área total.
Vale lembrar que mais de 70% dos alimentos produzidos para os brasileiros provém da agricultura camponesa, uma vez que a lógica econômica agrária tem como base a exportação, principalmente da soja, da cana-de-açúcar e do eucalipto. O Brasil tem a segunda maior concentração da propriedade fundiária do planeta.
Diante da realidade do campo, vários segmentos sociais se mobilizam para conquistar seus direitos. O papel da Campanha é exigir a obrigação do Estado em garantir esse direito à propriedade da terra a todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento. Além disso, a Campanha também está engajada na luta contra o agronegócio e o hidronegócio no Brasil, que destroem o meio ambiente, a biodiversidade e desabrigam milhares de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas.
Assista o vídeo no site da campanha:
http://www.limitedaterra.org.br/videos.php?id=6
sábado, 31 de julho de 2010
Pe Ezequiel Ramin

Imensa fronteira em desenvolvimento, onde grupos poderosos disputavam cada palmo de chão. Fazendeiros contra posseiros, grileiros contra pequenos agricultores, fazendeiros e madeireiros contra índios. O missionário tomou o lado dos pobres e foi brutalmente executado. Hoje, a vinte cinco anos de seu martírio, seus companheiros combonianos escrevem uma carta aberta para ele.
Ezequiel, o que é ressurreição?
Diga-nos, mártir da luta: como acreditarmos na vida quando ainda continua tamanha violação dos direitos?
Lembramos de sua paixão pela causa dos povos indígenas. Pois é, ainda hoje mais de 50% das terras deles continuam sem identificação, demarcação ou homologação.
Você deu a vida pelo chão de seu povo, mas ainda hoje o Brasil é campeão mundial na concentração da terra. Imaginamos sua ansiedade a respeito do plebiscito de setembro 2010, para pôr um limite à propriedade, pois a terra é o bem mais essencial que temos.
Ainda ressoam suas palavras: “muitas vezes sinto uma grande vontade de chorar, ao ver os quilômetros de cerca...”
Ezequiel: como não chorar, hoje, enquanto está sendo aprovada a reforma ao Código Florestal? Em vez de preservar a natureza fonte de vida, isso vai matar as florestas e reduzir as áreas de preservação permanente!
A vida é cada vez mais ameaçada pela ilusão do crescimento e do progresso! Mas que progresso é este que suga das veias abertas da America Latina a madeira do mato, o ferro da terra e a fertilidade do chão?
Na sua Rondônia, o ano passado, quatro mil pessoas durante o intereclesial das CEBs ajoelharam-se, pedindo perdão frente às enormes barragens para usinas hidroelétricas no rio Madeira. Ainda dá, Ezequiel, para acreditar que Davi vencerá Golias?
Até sua irmã no sangue, Dorothy Stang , ainda não conheceu justiça e os assassinos dela estão impunes em liberdade... Cadê o estado, defensor de direitos?
Cadê a igreja da libertação pela qual você derramou seu sangue? Como e quando essa igreja reconhece e imita seus mártires?
Sumiram os mártires; hoje a medida da fé não parece mais ser a cruz da perseguição, mas o ibope de quem manipula os sentimentos do povo, oferecendo nas praças públicas a religião como um grande espetáculo...
Os próprios movimentos sociais, com que você tanto trabalhou, hoje em vários casos parecem presos a lógicas de controle e de repartição do poder.
No meio das contradições e falências, você costumava repetir que “trabalhar com os pobres é como criar primavera”. Acreditamos nessa primavera, padre!
Sentimos que a vida pulsa nas veias desse povo, apesar das ameaças que pairam em cima dele. Admiramos a cada dia a resistência e dedicação das mulheres líderes de comunidade: é delas que você deve ter aprendido!
Sua paixão não foi em vão: hoje os olhos do povo iluminam-se quando fazem memória de pe. Ezequiel e ir. Dorothy. Luzes distantes, mas permanentes, estrelas fixas no horizonte.
Sim, nossos povos ainda têm horizonte, apesar de tudo.
Alguns perderam o sonho, vêem-se obrigados a viver dia após dia. Mas outros, ao lado desses, ainda enxergam longe, lutam por mudança, acreditam na honestidade, doam-se até o fim. Você não imagina, Ezequiel, quanto é importante para eles seu exemplo e a vida de muitos outros batalhadores do dia de hoje!
Suas palavras fecundam a vida de muitos jovens: “Tenho a paixão de quem persegue um sonho. Essa palavra tem tamanha intensidade que, quando a acolho em meu ânimo, sinto que uma libertação sangra por dentro de mim”.
A igreja que você sonhava e pela qual trabalhou ainda está em construção: depende de nós dar-lhe um sabor de libertação.
Você comentava: “É um novo jeito de ser igreja. Avanço nessa lógica. As atividades são ligadas ao social, a uma transformação concreta. O papel principal é dos leigos. Eles são igreja. Interessam-se por tudo. O trabalho é de coesão: juntos buscamos saídas para os problemas interconectados da terra, dos índios, da saúde e do analfabetismo...”
“Meus olhos buscam com dificuldade a história de Deus aqui. A cruz é a solidariedade de Deus para com a caminhada e a dor humana. O amor de Deus é mais forte do que a morte. A vida é bela e estou feliz em doá-la!”
Ressurreição é isso, Ezequiel: doar-se com alegria para que esse povo viva! Você ainda vive, mártir da terra e do sonho de Deus. Que essa vida se transmita, apaixonada, nas muitas e muitos seguidores de Cristo que ainda seguem criando primavera!
“Quero dizer só uma coisa,
uma coisa especial para aqueles que
tem sensibilidade para as coisas bonitas.
Tenham um sonho.
Tenham um sonho bonito.
Procurem somente um sonho.
Um sonho para a vida toda.
Uma vida que sonha é alegre.
Uma vida que procura seu sonho
renova-se dia após dia.
Seja um sonho que procure alegrar
Não somente todas as pessoas,
mas também seus descendentes.
É bonito sonhar de tornar feliz
a humanidade toda.
Não é impossível...”
Padre Ezequiel Ramin,
missionário comboniano
MARTIR no BRASIL
por Pe Dário - carta aberta
sábado, 24 de julho de 2010
Missão Amazônica

A realidade é gritante nesta Região Norte do país: na última década a renda per capta anual caiu de 4.957$ para 2.059$. O analfabetismo aumentou de 19% a 25%. A expectativa de vida caiu de 67 para 63 anos. * E é na Região Norte que mais se prevalece o trabalho escravo nestas fazendas que salpicam a Amazônia.
“A partir de 1960 -70, os massacres contra os povos indígenas voltaram a se repetir com as políticas de desenvolvimento e de integração da Amazônia. Estradas como a Transamazônica, a Belém-Brasília, BR-364, BR-174 e a Perimetral Norte rasgaram a floresta. Muitos povos foram duramente atingidos pelas epidemias e por expedições de extermínio com participação do poder público”. **
Os povos Tenharim e Parintintin, nos contam histórias de morte deste tempo de “progresso a qualquer custo”.
O desmatamento e os impactos de grandes projetos são as grandes preocupações atuais dos movimentos sociais, ambientalistas e de todo cristão comprometido.
“Somente entre agosto de 2007 e julho de 2008, a Amazônia perdeu quase 12 mil quilômetros quadrados de mata. “A expansão do desmatamento segue um padrão incontrolável. Sua destruição traz escassez de chuvas também para as regiões do centro sul do país com graves conseqüências para o abastecimento de água, produção de alimentos e geração de energia. Hoje, cada vez mais vozes apresentam outra evidência: é a falta de respeito ao meio-ambiente uma das principais causas de pobreza do mundo. A pior causa de degradação ambiental não é a pobreza, mas uma economia depredadora que explora os recursos naturais dos países pobres para manter a crescente e continuada demanda dos mais ricos. Muitos igarapés e nascentes estão desaparecendo por causa do desflorestamento. A destruição das florestas acelera os processos de desertização, ameaçando as reservas de água e coloca em perigo a vida de muitos povos indígenas e as futuras gerações”. **
Somente aqui na pequena vila de Santo Antonio do Matupi há aproximadamente 20 madeireiras e, na região, ao longo da Transamazônica, há inúmeras fazendas de extensões absurdas: de 8 mil, 10 mil hectares, em média. Algumas pertencentes à um único dono! Uma destas fazendas possui uma extensão de 45 km (em linha reta) só de pasto! É o latifúndio engolindo a floresta e ameaçando a agricultura familiar!
Muitos aqui são sulistas, ou seja, migrantes que vêm do sul do Brasil em busca de uma vida melhor. Mas a Amazônia, de maneira geral, não tem terras adequadas para a agricultura e nem mesmo para a criação de gado. Além do mais “a mentalidade que predomina entre os migrantes é agressiva com a natureza”.
Nossa missão, como Família Comboniana, é de levar informação, e conscientizar sobre o que acontece, na tentativa de mudar um comportamento prejudicial ao meio ambiente, com a vida dos povos originários destas terras e com o futuro das novas gerações.
Temos que fazer das palavras de Chico Mendes também as nossas palavras:
“Eu pensava no começo que estava lutando para salvar as seringueiras. Mais tarde pensei que era para salvar a Floresta Amazônica. Hoje eu sei que estou lutando para salvar a humanidade”.
Osmar Marçoli
Fontes:
*IBGE, Diário da Amazônia ,2000.
** livro: Amazônia, a igreja diante da devastação ambiental, editora Ave-Maria, 2007.
sábado, 10 de julho de 2010
Povos indígenas

10/7/2010
‘O projeto desenvolvimentista está sendo construído sobre os cadáveres dos indígenas’, afirma dom Erwin Kräutler
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou na tarde dessa sexta-feira oRelatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Os dados apresentados são referentes às violações de direitos praticadas contra os indígenas em 2009. Dentre as principais violências apontadas pela publicação estão: danos ao patrimônio, assassinatos, ameaças de morte e mortes por desassistência à saúde.
As informações são do sítio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 09-07-2010. O objetivo do relatório é denunciar e chamar a atenção da opinião pública para a situação desumana em que vivem muitos indígenas no país. As 20 comunidades do povo Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, que vivem acampadas à beira de rodovias, confirmam os dados apresentados pela publicação. Eles são ameaçados, torturados e atacados porque lutam pela garantia de seus direitos, como a posse da terra, dado que comprova o fato de que grande parte das violências estão relacionadas à conflitos fundiários. Para dom Erwin Kräutler, presidente do Cimi e bispo da Prelazia do Xingu, o relatório deve chegar ás mãos dos agentes dos governos federal e estadual para que se coloque um basta na violência contra os indígenas. “O sangue derramado desse povo clama aos céus. O projeto desenvolvimentista do governo está sendo construído sobre os cadáveres dos indígenas. O que tem mais valor, as grandes obras ou a vida humana, a família?”, indaga Kräutler. Lucia Helena Rangel, que é professora da PUC/SP e coordenou a pesquisa, destaca que o mais importante da publicação não é chegar a uma conclusão de que a violência contra os indígenas tem aumentado ou diminuído ao longo dos anos. “Embora possamos falar de um aumento de casos de violências contra esses povos nos últimos dez anos, isso não é o mais significativo, pois os números destacados no relatório não podem ser trabalhados estatisticamente”, afirmou a coordenadora. Para Roberto Liebgott, vice-presidente do Cimi, o relatório vem mostrar "a omissão como opção política do governo federal em relação aos povos indígenas". Tal atitude implica em diferentes formas de violências, como a não demarcação de terras, falta de proteção das terras indígenas, descaso nas áreas de saúde e educação e a convivência com a execução de lideranças, ataques a acampamentos e outras agressões por agentes de segurança, ataques a indígenas em situação de isolamento, tortura por policiais federais, suicídios entre outras. O relatório foi produzido com base nos relatos dos missionários do Cimi e nas informações divulgadas pela imprensa. A publicação está dividida em quatro capítulos: violência contra o patrimônio; violência contra a pessoa praticada por particulares ou por agentes do poder público; violências provocadas por omissão do poder público; e violência contra os povos indígenas isolados ou de pouco contato. O Cimi ainda apresenta este ano uma tabela com o nome das terras indígenas sem providências. A publicação será enviada aos órgãos do poder público e entidades que trabalham em prol da garantia dos direitos humanos.
Educação no Brasil
NO FUTEBOL, O BRASIL FICOU ENTRE OS 8 MELHORES DO MUNDO E TODOS ESTÃO TRISTES. AGORA VAMOS PENSAR EM QUE LUGAR ESTAMOS NA EDUCAÇÃO?
Qualidade da educação no Brasil ainda é baixa, aponta Unesco
Relatório indica que índices de repetência e abandono da escola no País são os mais elevados da América Latina
Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco SÃO PAULO - Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico. Veja o relatório da Unesco O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%). O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%). Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no porcentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Problemas que a educação brasileira ainda enfrenta, a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula são apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino. Crise financeira A crise financeira que ainda reprime o desenvolvimento de países em todo o mundo poderá também ter um reflexo bastante negativo na educação, alerta o relatório da Unesco. De acordo com a organização, o aumento da pobreza e os cortes nos orçamentos públicos das nações podem comprometer os progressos alcançados na educação na última década, principalmente nos países pobres. "Enquanto os países ricos já estão criando as condições necessárias para sua recuperação econômica, muitos nações pobres enfrentam a perspectiva imediata de uma degradação de seus sistemas educativos", alerta Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. "Não podemos permitir o surgimento de uma "geração perdida" de crianças privadas da possibilidade de receber uma educação que lhes permita sair da pobreza." Com este cenário, a Unesco avalia que a comunidade internacional não deverá alcançar nenhum dos seis objetivos estabelecidos em 2000, em Dacar, no Senegal, que, juntos, visam a universalização do ensino fundamental até 2015. Segundo o relatório, seria necessário cobrir um déficit de US$ 16 bilhões para atingir essas metas, acabando com o analfabetismo, que hoje atinge cerca de 759 milhões de adulto no mundo, e possibilitando que as mais de 140 milhões de crianças e jovens que continuam fora da escola tenham a oportunidade de estudar.