terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Assembléia Internacional LMC


Um bonito relato sobre  nossa Assembléia Internacional LMC:


 
“Os LMC são obra querida por Deus e abençoada por Comboni”.

Nos dias 3 a 8 de Dezembro encontraram-se em Assembleia, na casa dos Missionários Combonianos da Maia, os coordenadores dos Leigos Missionários Combonianos de todos os países em que o Movimento está presente bem como os Comités central e dos diferentes continentes. Também estiveram representadas as Irmãs Missionárias Combonianas.

 

Na abertura recebemos, via Skype, as saudações do Superior Geral dos Missionários Combonianos, o Pe. Enrique Sanchez, que nos desafiou a encararmos o futuro do Movimento com confiança e serenidade. Salientou que a diversidade existente no Movimento é uma riqueza mas também um desafio. Apontou os temas da Identidade e da Espiritualidade como áreas a desenvolvermos para sermos cada vez mais “obra querida por Deus e abençoada por Comboni”.

“É necessário melhorar a comunicação entre os diferentes grupos
 para servirmos cada vez melhor a Missão.”

Os participantes, vindos da América, Africa e Europa, dialogaram acerca dos desafios da vocação de LMC e sobre o tema da Formação, com vista a uma maior unidade do Movimento a nível internacional. A necessidade de uma melhor comunicação entre os diferentes grupos foi também assumida como fundamental para servirmos cada vez melhor a Missão.  


 

A Assembleia teve um momento formativo orientado pelo Pe. Joaquim Valente que nos apresentou os temas “Uma nova visão da Igreja e da Missão” e “Ministério laical na regeneração de Africa”.

 
 
Durante a semana houve também uma visita ao Santuário de Fátima onde pudemos confiar a Maria, Mãe do Céu, os sonhos e anseios do nosso Movimento através da oração do Terço na Capelinha das Aparições.


 

Foi ainda eleito o novo Comité Central que nos próximos seis anos passará a ser constituído pelos LMC Alberto de la Portilla (Espanha), Cristina Paulek (Brasil) e Carlos Barros (Portugal); e pelos Missionários Combonianos Pe. Arlindo Pinto (Cúria MCCJ) e Pe. Maciej Mikolaj (MCCJ da Polónia).

 “A Assembleia caracterizou-se pelo trabalho,
pelo ambiente fraterno,
pelos momentos de oração sentida
e pelo convívio alegre.”

A Assembleia caracterizou-se pelo trabalho, pelo ambiente fraterno vivido entre os diferentes participantes, pelos momentos de oração sentida e pelo convívio alegre, como o vivido durante a atuação do rancho folclórico de Águas Santas.

 
 
Resta agradecer o esforço de todos que contribuíram para que o encontro decorresse bem, especialmente ao Comité Central dos LMC e à Comunidade dos Missionários Combonianos da Maia que nos deu um excelente acolhimento.

Por: Pedro Moreira, LMC
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Encontro LMC em Portugal





O Comitê Americano dos LMC esteve reunido em Maia – Portugal nos dias 29 a 01 de dezembro. Com a presença dos representantes do México, Manoela lmc e pe Fernando, Brasil, Cristina lmc e pe Jorge, Peru Corina lmc e pe Sergio, Estados Unidos, lmc Tracy,  Guatemala  com Oscar lmc e Ir Pepe e Colômbia com Ir Marco juntamente com pe  Leonardo – responsavel pelos lmc América e os representantes do Comitê Central LMC,  Alberto lmc e os pés Gunther e Arlindo.
Foram momentos intensos de partilha, de perceber como esta a caminhada de cada grupo, seus desafios e alegrias. 
Juntos traçamos algumas metas a serem seguidas como grupos americanos, dando nossos primeiros passos em vistas do crescimento e fortalecimento da vocação do Leig@s Missionári@s Combonian@s.
Como coordenação do Comitê Americano ficaram responsáveis Manuela do México e Cristina do Brasil juntamente com pe Leonardo.
Agora nos preparamos para iniciar no dia 02 a Assembléia Internacional dos LMC que seguirá até o dia 09 de dezembro com a participação dos representantes do comite Europeu e Africano.
Pedimos a Deus as luzes necessárias para este encontro e a São Daniel Comboni que nos ajude a seguir o caminho com nossa vocação lmc,

Cristina Paulek

domingo, 18 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Herança Missionária do Concílio Vaticano II

Manifesto de missionários/as e missiólogas/os reunidos em Puerto Vallarta, México

Por ocasião da celebração dos 50 anos do início do Vaticano II, nós missionári@s e missiólog@s, provenientes do México e do Brasil, queremos afirmar como herança do Concílio e compromisso nosso e do magistério latino-americano os seguintes dez pontos centrais:

1. Natureza missionária
A “natureza missionária” da Igreja (Ad Gentes 2, 6, 35; Aparecida/DAp 347), que se fundamenta no batismo de todos os cristãos, é sua razão de ser. Ela atravessa todas as instâncias e atividades eclesiais e as coloca em “estado de missão” (DAp 213).

2. Centralidade da Palavra de Deus
Jesus Cristo, plenitude da revelação (cf. 2Cor 1,20; 3,16-4,6), “ordenou aos Apóstolos que o Evangelho […] fosse por eles pregado a todos os homens” (Dei Verbum 7; cf. Verbum Domini), como fonte da vida. “A Palavra eterna fez-Se pequena; tão pequena que cabe numa manjedoura. […] Agora a Palavra tem um rosto, que por isso mesmo podemos ver: Jesus de Nazaré” (Verbum Domini 12).

3. Centralidade do Reino
A meta da Igreja e de sua missão é estar a serviço do Reino de Deus (cf. Lumen Gentium/LG 9; DAp 33, 190, 223) como “reino de `verdade e vida, reino de santidade e graça, reino de justiça, amor e paz´” (LG 36). A proclamação do reino, em atos e palavras, é historicamente relevante, muitas vezes, através dos “sinais dos tempos” (Gaudium et Spes/GS 4, 11; Presbyterorum Ordinis 9; Apostolicam Actuositatem 14; DAp 33, 366) que, mediante novas realidades sócio-históricas, representam uma mensagem imperativa às Igrejas.

4. Igreja, Povo de Deus
Reafirmamos com o Concílio Vaticano II a compreensão da Igreja como Povo de Deus (LG 9-17) do qual emanan vocações e setores eclesiais, inclusive as estruturas hierárquicas, de uma Igreja missionária e ministerial. “O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvífica da Igreja. A este apostolado todos são destinados pelo próprio Senhor através do batismo e da confirmação” (LG 33).

5. Opção pelos pobres e “outros”
Desde Medellín (1968), o magisterio latino-americano deu um passo decisivo, da opção abstrata pelo “homem” à opção concreta pelos pobres e os “outros”, recentemente reafirmado em Aparecida (DAp 397-399): “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé […]” (DAp 257).

6. Inculturação e libertação
Lutar pela construção de um mundo para todos, um mundo onde cabem a igualdade fraterna e a diferença de valores culturais, diferentes línguas e cosmovisões, significa assumir no mistério da encarnação de Jesus de Nazaré e de libertação pascal na cruz a causa dos crucificados na história (mártires!), lutando pela redistribuição dos bens e pelo reconhecimento da alteridade (cf. GS 29). “Toda evangelização há de ser, portanto, inculturação do Evangelho. […] A inculturação do Evangelho é um imperativo do seguimento de Jesus e é necessária para restaurar o rosto desfigurado do mundo” (cf. Santo Domingo 113; cf. LG 8; DAp 4, 97, 99b, 258, 325, 491, 479). “O rico magistério social da Igreja nos indica que não podemos conceber uma oferta de vida em Cristo sem um dinamismo de libertação integral, de humanização, de reconciliação e de inserção social” (DAp 359, cf. 26, 146, 399).

7. Salvação universal
“O Salvador quer que todos os homens se salvem” (LG 16; cf. 1Tim 2,4). Segundo o plano de salvação, a vida eterna é para todos. “Os que ainda não receberam o Evangelho se ordenam por diversos modos ao Povo de Deus” (LG 16). “O plano da salvação abrange também aqueles que reconhecem o Criador” (LG 16). De ninguém que procura “o Deus desconhecido em sombras e imagens, Deus está longe” (LG 16a). Todos “que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e Sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a Sua vontade conhecida através do ditame da consciência, podem conseguir a salvação eterna” (LG 16). “Deus pode por caminhos d´Ele conhecidos levar à fé os homens que sem culpa própria ignoram o Evangelho” (AG 7a). A real possibilidade da salvação em Cristo sem conhecimento do Evangelho e a necessidade da Igreja (dos sacramentos, da evangelização explícita) para essa salvação não se excluem (cf. Redemptoris Missio 9, Dominus Iesus 20b).

8. Sinais de justiça e imagens de esperança
O seguimento de Jesus, na vida missionária, nos fez aprender a trabalhar com sinais de justiça e imagens de Esperança (luta pela justiça, cura dos enfermos, parábolas do reino). Jesus de Nazaré não mudou a totalidade da realidade social e não prometeu o paraíso na terra, porém fortaleceu nosso desejo de construir um mundo mais humano na terra e esperar confiantes “novos céus e nova terra” (Ap 21 e 22). “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (GS 1). “[…] A igual dignidade das pessoas postula que se chegue a uma condição de vida mais humana e mais equitativa” (GS 29). Os sinais de justiça e imagens de esperança têm raízes nesta terra e asas para voar além desta terra.

9. Liberdade religiosa
A liberdade religiosa é um direito da pessoa humana e um pressuposto da missão: “Os homens todos devem ser imunes da coação […], de tal sorte que em asuntos religiosos ninguém seja obrigado a agir contra a própria consciência, nem se impeça de agir de acordo com ela” (Dignitatis Humanae/DH 2a). O direito à liberdade religiosa “continua a existir, ainda para aqueles que não satisfazem a obrigação de procurar a verdade e de a ela aderir” (DH 2b).

 10. Diálogo ecumênico, intercultural e interreligioso
“A Igreja Católica nada rejeita do que há de verdadeiro e santo nessas religiões. Ela considera com sincera atenção aqueles modos de agir e viver, aqueles preceitos e doutrinas. Se bem que em muitos pontos estejam em desacordo com os que ela mesma tem e anuncia, não raro, contudo, refletem lampejos daquela Verdade que ilumina a todos os homens” (Nostra Aetate 2). Os cristãos, diz a Gaudium et Spes, não são exclusivamente associados ao mistério pascal e à esperança da ressurreição: “Isto vale não somente para os cristãos, mas também para todos os homens de boa vontade em cujos corações a graça opera de modo invisível. [...] Devemos admitir que o Espírito Santo oferece a todos a possibilidade de se associarem, de modo conhecido por Deus, a este mistério pascal” (GS 22). “Hoje em muitas partes do mundo, mediante o sopro da graça do Espírito Santo, pela oração, pela palavra e pela ação, se empreendem muitas tentativas daquela plenitude de unidade que Jesus Cristo quis” (Unitatis Redintegratio 3), daquela unidade macroecumênica no Espírito Santo.

 Essa herança do Concílio, assumida e contextualizada para a América Latina e o Caribe pelo Magistério Latino-Americano, através das Conferências de Medellín (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007), foi resgatada e reassumida por nós nesse II Encontro de Missionári@s e Missiólog@s, sob o olhar benigno de Santa Maria de Guadalupe, padroeira de Puerto Vallarta, Jal., México, em 13 de agosto de 2011.
fonte: http://paulosuess.blogspot.com.br/2011/08/manifiesto-misionero-de-puerto-vallarta.html

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Se queres a paz,...vai ao encontro dos pobres!


por Flavio Schmidt - lmc Moçambique
 
Neste 4 de Outubro, Festa de São Francisco de Assis, o santo da paz e da reconciliação. Em Moçambique, feriado nacional, dia do Acordo Geral da Paz, assinado há 20 anos. No editorial da revista VIDA NOVA, uma revista de formação e informação cristã, editada no Centro Catequético Paulo VI (Anchilo) na Arquidiocese de Nampula, lê-se uma memória do acontecimento na edição da revista de 1992 e faz-se uma reflexão da realidade, passados estes 20 anos.
No editorial de 1992, lia-se: "Há motivo para pensar que Moçambique é cobiçado pelo capital internacional, que atua através das companhias multinacionais, que - sabemos - obedecem só aos próprios planos de lucro sem considerar a vida dos grupos sociais mais pobres e desfavorecidos nem o desenvolvimento do país hospedante. Moçambique será alvo de um capitalismo selvagem onde os pobres se tornarão cada vez mais pobres e os ricos ainda mais ricos? Onde a diferença entre as várias camadas sociais aumentará cada vez mais. Este é o nosso medo".
"Dúvidas, então, em 1992. Certezas, hoje, em 2012! As piores previsões estão pontualmente a verificar-se. Afinal, o Acordo Geral foi assinado porque já era tempo de responder às pressões internacionais que pretendiam explorar os enormes recursos do país! Afinal, mais uma vez, não foi o povo moçambicano a beneficiar-se da assinatura do Acordo Geral de Paz!" (Trecho do Editorial da Revista Vida Nova, edição de Outubro 2012)
 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Festival de Música Missionaria



Neste final de semana aconteceu na  Paróquia São Domingos de Gusmao, localizada na regiao de Nova Contagem, Minas Gerais, o Terceiro Festival de Música Missionária. 
Quer saber mais acesse http://www.combonianos.org.br/index.php/combonianos/testemunhos/488-3-festival-missionario-em-nova-contagem

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Mensagem do Papa aos leigos reunidos em África

07 de Setembro de 2012

«Corajosos agentes de paz e anunciadores da autêntica esperança», assim Bento XVI define os fiéis leigos «embaixadores» da Boa Nova em África. A mensagem do Papa foi enviada ao Presidente do «Pontifício Conselho para os Leigos», Card. Stanislaw Rylko, por ocasião do «2º Congresso pan-africano dos Leigos Católicos», que se realiza em Yaondé, nos Camarões, de 4 a 9 de Setembro.

No documento, o Santo Padre faz o seguinte apelo: «"Jamais deixem que a mentalidade relativista e niilista que atinge várias partes do nosso mundo abra uma brecha em sua realidade! Acolham e difundam com força renovada a mensagem de alegria e de esperança que Cristo traz. Mensagem capaz de purificar e reforçar os grandes valores das vossas culturas».

Bento XVI fala de África como o «continente da esperança», apesar das dificuldades que enfrenta, como é o caso do «terrorismo fundamentalista».

Ainda de acordo com o Papa, os «valores tradicionais» mais queridos pela cultura africana estão «ameaçados pela secularização» e aponta problemas como o tribalismo, a violência, a corrupção, a exploração, a miséria e a fome.

A mensagem papal alude, por outro lado, à «grande riqueza de recursos espirituais» dos africanos, como o «amor pela vida e a família, o sentido de alegria e de partilha».

Por fim, Bento XVI recorda os dois eventos eclesiais de relevo universal prestes a se realizarem: o Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e o Ano da Fé, e reitera que «a missão brota da fé, dom de Deus a acolher, nutrir e aprofundar... o acolhimento deste dom divino está em sintonia com o ímpeto para o anúncio do Evangelho, numa espécie de 'círculo virtuoso', onde a fé move o anúncio e o anúncio reforça a fé».

Fonte -  (www.combonianos.pt)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Reportagem - presença missionária

Programa de uma TV Portuguesa com matérias sobre as missões combonianas em Moçambique. Inclui um trecho sobre a Escola Industrial de Carapira, que é o lugar onde estou! Para quem quiser conhecer um pouco mais! Forte abraço a todos! Fiquem à vontade para comentar!

Flávio Schmidt

http://www.tvi.iol.pt/videos/13690961

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

“A Serviço da construção do Reino”


 

  por Guilherma Vicenti, LMC - Curitiba/PR

 


Para  chegar a algum lugar é preciso caminhar  consciente que no caminho encontramos obstáculos,  mas com fé tudo se supera.
Partilho um pouco com vocês o tempo que foi preciso que eu parasse  a caminhada.
Retornando da missão em Moçambique em 2010 para férias e revisão de saúde, parei   para uma cirurgia e o tratamento de quimioterapia. Uma parada para refletir e dialogar com Deus.
Não foi fácil este tempo, mas com  a força de Deus, consegui superar e estou me recuperando  e voltando a ativa.
Quero em primeiro lugar  agradecer a Deus, meus familiares, meus irmãos LMC’s, vizinhos, padres combonianos e todas as pessoas da comunidade que me deram força e apoio  nestes momentos difíceis. Assim com a força Dele, aos poucos vou retomando e já consegui dar um curso de costura na comunidade de Santa Ana e São Francisco, minha comunidade de origem, na Paróquia de Santa Amélia. Foi muito gratificante, mesmo que o tempo foi pouco para tantas coisas que queríamos fazer. 

  ... A vida é dom, mas passa rápido entre nossas mãos e
 apresenta-se muita frágil, pequenina; mas a semente 
de mostarda nas mãos do Criador é grandiosa.
 
Agora em junho fui, a convite de pe. Eugênio, diocesano, ministrar um curso de corte e
costura em Monte Mor, interior de Campinas
/SP. Trabalhamos juntos, pe. Eugênio, Lourdes e eu, em Nipepe-Moçambique,  em 2004 no Projeto Lichinga.  Não imaginava de nos encontrar novamente  e estar juntos neste momento de minha vida. Ministrei o curso de costura durante  os meses de junho e julho em duas comunidades.
De volta a Curitiba  agradeço a Deus pelo dom da vida e já estou pensando onde Deus me quer agora.
Este é meu jeito de servir a Missão do Reino. Sinto-me  feliz em poder estar com as pessoas, conversar, aprender e ensinar o que sei, ajudar os que precisam e oferecer a oportunidade de aprender um ofício.
A vida é dom, mas passa rápido entre nossas mãos e apresenta-se muita frágil, pequenina; mas a semente de mostarda nas mãos do Criador é grandiosa. 
Mais uma vez Obrigada por tudo o que fizeram por mim. Continuaremos unidos em oração e no ardor missionário a exemplo de São Daniel Comboni.   Abraços Gui

 Outras noticias no Informativo Leigos Missionários Combonianos



A PALAVRA DE DEUS EXIGE TAMBÉM UMA RESPOSTA A NÍVEL SOCIAL


Roma: quarta-feira, 22 de agosto de 2012

“A minha profunda conversão a Jesus de Nazaré chegou quando escolhi descer aos submundos da história, aos bairros de lata de Korogocho. Os doze anos vividos nos bairros de lata de Korogocho mudaram profundamente a minha leitura das Escrituras. Em Korogocho compreendi uma coisa fundamental: o contexto em que se lê um texto é tão importante como o próprio texto. Um trecho do Evangelho de Marcos lido numa vila de Roma ou lido num bairro de lata de Korogocho, assume significados bem diferentes!” P. Alex Zanotelli.

A PALAVRA DE DEUS NA MINHA VIDA

A carta do Conselho Geral «A Palavra de Deus no nosso ser e agir missionário», recorda-nos a todos nós missionários combonianos a centralidade da Palavra para a missão hoje. «Enquanto missionários somos homens da Palavra – assim o afirma a carta – isto é, pessoas que a descobriram e aceitaram o desafio de ser testemunhas, mensageiros e anunciadores em todo o mundo.» Não pode haver missão sem esta paixão pela Palavra, uma Palavra viva e vivida. «Uma Palavra – afirma ainda a carta – que se fez carne e que se chama Jesus.» É fundamental esta referência a Jesus de Nazaré, em cujo rosto reconhecemos o «mistério de Deus, o qual sendo incognoscível, se tornou familiar e próximo de nós» na experiência histórica de Jesus de Nazaré.
«A viragem de que o cristianismo actual precisa – escreve o biblista espanhol Pagola, o autor do conhecido volume “Jesus, uma abordagem histórica” – consiste simplesmente em voltar a Jesus Cristo, ou seja em concentrar-nos com mais autenticidade e com mais fidelidade sobre a pessoa de Jesus e sobre o seu projecto do Reino de Deus. Creio que esta conversão seja a coisa mais urgente e mais importante que possa acontecer na Igreja nos próximos anos.» Só assim a Igreja reencontrará o gosto da missão. E nós missionários, a alegria do anúncio daquele pobre Jesus de Nazaré, crucificado pelo Império, mas vivo pelo poder de Deus. Foi esta a grande viragem da minha vida missionária, a conversão a Jesus de Nazaré. Uma longa e penosa procura que durou quarenta anos passando de uma crise profunda à alegre descoberta daquele pobre Galileu que partilhou as sortes do seu povo sob o calcanhar do imperialismo romano até fazer as contas com ele, morrendo como um instigador contra o sistema. Se a Palavra se fez carne no carpinteiro de Nazaré, se acreditamos na encarnação, então torna-se importante conhecer como Jesus se movimentou naquela sua terra, naquele determinado momento histórico, como afirma o bispo anglicano T. Wright.
É aquilo que hoje passa sob o nome de “pesquisa do Jesus histórico”. Isto havia significado para mim, empenho sério de leitura, pesquisa, reflexão, mas não fora suficiente. A minha profunda conversão a Jesus de Nazaré chegou quando escolhi descer aos submundos da história, aos bairros de lata de Korogocho. Os doze anos vividos nos bairros de lata de Korogocho mudaram profundamente a minha leitura das Escrituras. (Semanalmente enquanto comunidade comboniana dedicávamos um dia à leitura de um Evangelho utilizando também o melhor da investigação bíblica). Em Korogocho compreendi uma coisa fundamental: o contexto em que se lê um texto é tão importante como o próprio texto. Um trecho do Evangelho de Marcos lido numa vila de Roma ou lido num bairro de lata de Korogocho, assume significados bem diferentes!
Faço questão de notar que é o próprio magistério da Igreja no documento: «A interpretação da Bíblia na Igreja» (1993) que o afirma: «Toda a tradição bíblica e, de modo mais considerável, o ensinamento de Jesus nos evangelhos – afirma o documento – indicam como ouvintes privilegiados da Palavra de Deus aqueles que o mundo considera gente de humilde condição. Jesus reconheceu que certas coisas mantidas ocultas aos sábios e aos entendidos foram reveladas aos pobres (Mt 11, 25-27). Aqueles que na sua impotência, na sua privação de recursos humanos se sentem impulsionados a colocar a sua única esperança em Deus e na sua justiça, têm uma capacidade de escutar e de interpretar a Palavra de Deus que deve ser tomada em séria consideração por toda a Igreja e exige também uma resposta a nível social.»
Constatei quanto isto seja verdade precisamente ao viver em Korogocho, ao participar nas pequenas comunidades cristãs, ao ouvir a Palavra lida pelas vítimas do sistema. «Os crucificados, os empobrecidos, os marginalizados são o rosto de Cristo – escreve o teólogo francês Bruno Chenu. A identificação não é genérica, mas personalizada: cada rosto de pobre é ícone de Cristo. E, por isso, o pobre torna-se revelador da má ordem do mundo, denunciada pela injustiça reinante…» Foram os pobres, os doentes de sida, os marginalizados a anunciar-me o Evangelho. São eles os sujeitos da evangelização!
É este o coração da intuição de Jesus: os pobres não são os objectos a quem fazer a caridade, mas os sujeitos da boa nova! Foi precisamente em Korogocho que comecei a compreender quanto era burguesa, racionalista, iluminista, esquizofrénica a minha leitura da Bíblia. E lendo-a com os pobres compreendi que Deus toma partido. Deus não é neutral, mas antes profundamente alinhado. Deus é o Deus dos escravos, dos oprimidos, dos marginalizados. Deus não quer escravos, oprimidos, mas quer homens livres. Isto obrigou-me a reler as Escrituras, tanto o Novo como o Antigo Testamento. Um caminho muito bem expresso no recente volume «Come out, my people» (Sai, meu povo) do biblista americano Wes-Howard Brook. A minha paixão de hoje pela Palavra nasce deste longo, atormentado, mas alegre caminho de conversão, antes de mais a Jesus de Nazaré («Só conheço Jesus Cristo e este crucificado») e aos crucificados da história que me permitiram ler as Escrituras com outros olhos e partindo delas compreender em que espécie de sistema económico-financeiro vivemos.
A estas duas conversões fundamentais tenho de acrescentar uma terceira que maturei ao regressar a Itália e ao trabalhar no norte do mundo. Empenhei-me muito em campo ecológico e ambiental tanto ao nível local de Nápoles como a nível global. Isto levou-me a reflectir seriamente sobre o ambiente, sobre o Planeta Terra, sobre o Cosmos. E quanto mais reflecti, mais me convenci do que dizia Santo Agostinho, isto é, de que a primeira Bíblia que Deus nos deu é o Cosmos, o Planeta Terra (Deus empregou mais de quatro mil milhões de anos a prepará-lo para nós!). É fundamental para todos nós, hoje, a recuperação desta primeira e fundamental Palavra de Deus que deve depois levar-nos a um sentido de profundo respeito e veneração para com tudo aquilo que nos circunda. Só assim poderemos sair deste sistema de morte que mata por fome, por guerra, mas mata também o Planeta. Nós missionários, anunciadores apaixonados de Jesus de Nazaré, devemos responder ao «grito dos pobres» e ao «grito da Terra»!
Nápoles, 30 de Julho de 2012
P. Alex Zanotelli


Fonte - http://www.comboni.org/contenuto/view/id/106121

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Manifestação dos Povos Indigenas em Ji- Paraná/RO



            Cerca de 230 indígenas de 25 etnias do Estado de Rondônia se reuniram no dia  15 de agosto na quadra da Paróquia Dom Bosco, cidade de Ji-Paraná, para discutirem sobre uma série de medidas truculentas do Governo Federal que vergonhosamente vem ignorando os Direitos Constitucionais dos indígenas, a fim de favorecer, beneficiar o grande capital. 
         Após a reunião, o grupo saiu em protesto pelas ruas da Cidade de Ji-Paraná, o ato culminou com o fechamento da ponte sobre o Rio Machado, BR 364. Os indígenas protestaram contra a Portaria 303 de 16 de Julho de 2012 da AGU- Advocacia geral da União que trata sobre a demarcação de suas terras e o projeto de lei que autoriza a mineração em terras indígenas.
         “Essa portaria não está a favor do povo indígena. Nós queremos todos os direitos que a Constituição nos garante. Essa portaria vem só para tirar nossos direitos e nós não concordamos com isso. Enquanto ela permanecer, nós vamos continuar as manifestações”, afirma Heliton Gavião, coordenador regional do movimento indígena.

"... nós Povos indígenas estamos vivos
 e vamos continuar defendendo 
nossos direitos..."
 
       “Tudo que nós povos indígenas queremos é viver com dignidade e respeito sobre o que restou de nossas terras tradicionais, mas depois de 512 anos o Governo do Brasil parece não estar satisfeito com toda violência que já cometeu no passado contra os povos indígenas. Mais uma vez se alia, se junta aos poderosos para tirar nossos Direitos, por isto estamos gritando bem forte para toda sociedade saber que nós Povos indígenas estamos vivos e vamos continuar defendendo nossos direitos até o fim, não queremos violência, queremos respeito pela nossa cultura e o Direito de vivermos em nossa terra.” (Antenor Karitiana).
A mobilização foi marcada pela grande participação das mulheres, jovens e crianças.
“É muito importante que os jovens estão participando, porque se hoje estamos aqui é porque os velhos nos ensinaram a lutar, e hoje estou trazendo meus filhos para que eles aprendam que é importante lutar pelos nossos Direitos”. (Carlão Arara). 

fonte: por Rose Mary Candido Plans - Pastoral Indigenista de Ji-Paraná.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Notícias de Moçambique



TEMPO DE GRAÇA
Flávio Schmidt, LMC 

É, o tempo passa muito rápido. E diz-se ainda que passa mais rápido quando está a se fazer o que se gosta. Assim foram os meus primeiros 7 meses em Moçambique: passaram muito depressa, que nem notei o tempo passar. Não porque estivesse alheio e perdido nos acontecimentos, mas porque vivia-os intensamente.
Durante este tempo por aqui, que para mim tem sido verdadeiramente um Kairós (tempo de graça), tenho aprendido muita coisa. Na escola, na vivência em comunidade e como equipa missionária, na visita às comunidades, com sua fé e espiritualidade, mas sobretudo tenho aprendido muito na convivência com as pessoas. Ser missionário também nos proporciona esta possibilidade de crescimento em todos os âmbitos do nosso ser. Realmente, quando confiamos em Cristo e nos colocamos ao seu serviço, não se perde nada, mas se ganha muito.

“(…) agradeço a Deus por todos os momentos
 vividos neste tempo.”

É bem verdade que nem tudo são flores. Mas não é mesmo assim na nossa vida cotidiana? Então como não o seria na missão, quando estamos inseridos em outra realidade, seja de cultura, de espaços, de conceitos, de pessoas? Assim, durante este tempo também tive algumas dificuldades, desafios pessoais, questionamentos e reflexões. Mas nada disso me fez em algum momento desistir ou não querer estar aqui. Pelo contrário, também contribuíram, e muito, para o meu crescimento na vida e na fé. Por isso agradeço a Deus por todos os momentos vividos neste tempo.

  À sombra de um cajueiro, após a celebração de Domingo na comunidade de Erope

A missão é feita de vida, e a vida é feita destes momentos, alegres e tristes, bons e difíceis, animadores e desafiadores. Se assim não fosse, seria uma ficção, e não a realidade.
Assim, todos os acontecimentos, todos esses momentos experimentados na vida missionária servem de impulso e motivação para seguir, buscando dar o melhor como operário que colabora na construção do Reino de Deus, Reino que já está presente aqui também desde a criação do mundo.

“Ser missionário também nos proporciona esta possibilidade 
de crescimento em todos os âmbitos do nosso ser. ”

Deste modo, gostaria de convidar a fazermos uma prece por todos missionários e missionárias além-fronteiras, para que aproveitem cada momento vivido como oportunidade de crescimento, iluminados sempre pela ação do Espírito Santo de Deus. 

fonte: Batuques da Savana



Visita do pe Camilo Pauletti á Carapira

 Na foto: pe Camilo, Liliana (lmc portuguesa), Flávio, pe Alfredo e Carlos (lmc português)
No dia 1 de Agosto a equipe Missionária LMC em Carapira, recebeu a visita do Pe. Camilo Pauletti, Diretor das Pontíficias Obras Missionárias do Brasil, que se encontra em visita aos missionários brasileiros em Moçambique. Durante a sua visita aproveitou para conhecer o trabalho realizado pelos Leigos Missionários Combonianos na Escola Industrial de Carapira e na pastoral, principalmente pelo lmc brasileiro Flávio Schmidt, de São José dos Campos/SP, que está em Moçambique desde janeiro.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Leiga Comboniana da Polonia enviada em missão para Uganda




Roma: segunda-feira, 16 de Julho de 2012
No dia 15 de Junho passado, Danuta declarou, na comunidade comboniana de Cracóvia, a sua decisão de aderir ao movimento dos Leigos Missionários Combonianos (LMC) e a sua disponibilidade de partir para a missão além-fronteiras. Fê-lo durante uma celebração eucarística presidida pelo superior dos Missionários Combonianos da Polónia, P. Gianni Gaiga. A participar na celebração, estavam os familiares e amigos de Danuta e alguns confrades combonianos. Danuta irá trabalhar durante dois anos no hospital diocesano de Matany, no Uganda, para “ser – disse – testemunha do amor de Deus”.

Danuta entregou-se à vontade Deus como se pode ver através das palavras sentidas da sua declaração pública: “Oh meu Deus, Tu és quem dá a vida e a vocação! Obrigado por tudo o que me deste de belo, desde a minha família maravilhosa e os meus amigos insubstituíveis, aos Missionários Combonianos e a São Daniel Comboni, cujo exemplo devemos seguir. Estou-Te imensamente grata por me teres dado diversos sinais e indicações, pela possibilidade de participar em vários retiros, e ainda pela Tua Palavra e o Evangelho, por meio dos quais tive a magnífica oportunidade de conhecer a beleza da vocação missionária. Deixa que exprima hoje diante de Ti e a tua comunidade comboniana a minha vontade firme de Te servir como leiga missionária comboniana. Eu abandono-me completamente a Ti, com todas as minhas capacidades e habilidades, com tudo o que de meu poderá vir a ser útil a aqueles aos quais me estás agora a enviar. Que a Tua força possa vir ao meu encontro nas minhas fraquezas, a Tua sabedoria na minha falta de conhecimento, a Tua bondade e o Teu amor em todas as minhas decisões e acções! Sê generoso comigo com os dons do Espírito Santo! Que a minha vida possa contribuir para a realização do Teu sonho de que ‘possamos ter vida e tê-la em abundância’. Amém.”
Como leiga missionária comboniana, Danuta irá trabalhar durante dois anos no hospital diocesano de Matany, no Uganda, para “ser – disse – testemunha do amor de Deus”.
“Este é um passo decisivo – disse P. Gaiga – para expandir a nossa Família Comboniana também através dos cidadãos deste país, para além da divulgação do carisma de São Daniel Comboni aqui entre nós. Estamos todos muito orgulhosos de Danuta e espero que surjam outros missionários leigos que sigam as suas pegadas.”













Noticias do Congresso Missionário

15/07/2012 | Jaqueline de Freitas e Rosinha Martins
O Congresso Missionário Nacional que teve início no dia 12, encerra na manhã deste domingo,15, com uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães e concelebrada pelo secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Steiner.

Foram quatro dias de intensa atividade marcada por palestras, depoimentos e testemunhos de representantes dos conselhos missionários, instituições e organismos missionários ligados à CNBB e às Pontifícias Obras Missionárias (POM), ambas responsáveis por projetos de evangelização no país.
Além de painéis temáticos que refletiram o tema central do Congresso, discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II, o evento deu voz às crianças e jovens, aos leigos, à vida religiosa consagrada e aos ministros ordenados que são os protagonistas da evangelização em frentes missionárias no Brasil e além-fronteiras.
Estes grupos se reuniram em mutirão para partilhar a caminhada feita até agora, reafirmar a vocação de enviados e refletir o ser discípulo missionário. A Infância e a Adolescência Missionária puderam relatar suas experiências aos cerca dos 600 participantes e pôr em evidência a Jornada Mundial da Juventude e o Ano da Infância Missionária, a serem realizados em 2013.
Muitos testemunhos puderam ser partilhados na tarde da sexta-feira, emocionando os participantes diante da atuação de leigos e religiosos que atuam na missão ad gentes (além-fronteiras), enfrentando desafios na evangelização dos povos. São muitas realidades desconhecidas, frentes missionárias que necessitam de anunciadores da palavra de Deus, sobretudo em lugares como a Amazônia, África e Haiti.
O Padre Wellington Alves, missionário comboniano, apresentou sua experiência de missão no Sudão do Sul, na África; irmã Lourdes Hummes, misisonária Serva do Espírito Santo, falou sobre a missão na Oceania; irmã Antônia Mendes, das Irmãs de Nossa Senora do Calvário, apresentou o projeto missionário da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) no Haiti; Teone Pereira dos Santos, (foto) leiga missionária, contou sua experiência no Moçambique; Padre Renato Trevisan, missionário xaveriano, apresentou experiência com povos indígenas na Amazônia; Irmã Izabel Patuzzo, da Congregação das Missionárias da Imaculada - PIME, falou sobre a missão em Hong Kong; Padre Gervásio Fernandes de Queiroga, falou sobre os 20 anos dedicados à assessoria da CNBB e sobre a Sociedade Missionária para a Evangelização dos Pobres; Luane Lira, leiga missionária, contou sua experiência no Paraguai; Lúcia de Fátima Cardoso, leiga missionária, discípula de Emaús, discorreu sobre a missão no Timor Leste e Argentina e Padre Francisco Gomes, do Pontifício Instituto das Missões no Exterior (PIME), sobre as atividades no Japão.
O dia foi encerrado com missas celebradas nas 17 paróquias da arquidiocese que acolheram os congressistas.
Fonte: Assessoria de Comunicação do 3ºCMN

 Sorriso simboliza a disponibilidade missionária de Palmas

15/07/2012 | Cecília de Paiva O missionário consagrado Thiago Barro, 37 anos, é um dos exemplos da disponibilidade da Igreja de Palmas para fazer acontecer o 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN). Na responsabilidade de coordenador da hospedagem dos congressistas, fez de tudo um pouco, "do transporte da coordenação do congresso à movimentação dos participantes, dispôs-se a buscar e levar ao aeroporto, ver se estavam bem instalados nas famílias...", relata Thiago com um sorriso que o acompanhou do começo ao fim do leva e traz da equipe de imprensa entre o pensionato das irmãs Maria Imaculada e o Colégio Marista, sede do Congresso.

A preparação para a acolhida, de acordo com Thiago, contribuiu para a alegria de sentir que o trabalho missionário vale a pena. "Pode ser o trabalho mais escondido, porém, sem ele, o congresso ficaria deficiente", exemplifica.
Para ele, é desde a preparação que se consegue ter uma ideia geral de como seria o desenrolar de todo o congresso, mas é estar entre outros estados e países, na troca de experiência missionária, que tudo se redimensiona. "Percebo uma aproximação maior pelo trabalho conjunto entre as 27 paróquias de Palmas. O fato de serem muitas para uma cidade de população relativamente pequena, com 200 mil habitantes, faz com que muitos trabalhos aconteçam de forma isolada. Mas a ação conjunta trouxe todas as expressões vivas das comunidades à disposição que deram um pouquinho do que podiam dar", ressaltou.
Uma das jóias da missão, conforme Thiago, é a de perceber a diversidade de realidades dentro da Igreja no Brasil. Deseja que, cada vez mais, seja cultivado o respeito mútuo, "entendendo que a diferença é sinal de complementaridade e não de oposição", indica.
O religioso atua em Palmas há oito dos dez anos que se consagrou pela comunidade Semente do Verbo, sendo o atual responsável pela casa de missão. Com relação ao 3º CMN, disse perceber "um renovar no ardor missionário das paróquias e comunidades de Palmas, acredita.

Fonte: Assessoria de Comunicação do 3ºCMN

3º CMN: Missas nas paróquias de Palmas misturam sotaques da Missão

15/07/2012 | Jaime C. Patias A Igreja no Brasil vive e respira a Missão através dos mais de 600 participantes do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN) que acontece em Palmas (TO), desde o dia 12. Para além da dedicação dos organizadores, a realização de tão grande evento foi possível graças à generosidade das famílias da capital tocantina que abriram as portas de suas casas para acolher os congressistas em mais de 20 paróquias da Arquidiocese. Na noite deste sábado, 14, os sotaques se misturaram nas celebrações realizadas nessas paróquias quando missionários e missionárias de todo o Brasil se reuniram com os fiéis das comunidades locais.

As famílias das paróquias N. S. do Carmo e Santa Teresinha do Menino Jesus acolheram os congressistas do estado do Paraná, que compõe o Regional Sul II da CNBB. "É uma experiência fantástica, uma surpresa agradável", comenta Pedro Lang, coordenador do Conselho Missionário Regional - COMIRE Sul II da CNBB. "Essa é a melhor parte da missão. Ser acolhido nesse espírito na nossa Igreja que celebra e vive essa espiritualidade", afirmou.
A missa foi presidida por Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa - PR; presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB. Concelebraram ainda, Dom João Bosco, bispo de União da Vitória - PR e uma dezena de padres.
Padre Edson Fernandes coordenador da secretaria do Congresso é pároco na Paróquia Santo Antônio que hospedou os missionários do estado do Piauí, Regional Nordeste I. "Acolher é uma experiência que ajuda a entender o que acontece na Igreja, pois corremos o risco de nos fecharmos nos nossos problemas. Acolher alguém que vem de fora mostra que a nossa Igreja vai além da nossa Paróquia ou diocese. Esse Congresso Missionário mostrou a Igreja de todo o Brasil e além-fronteiras. Evangelizar é atuar em todo o mundo", sublinhou padre Edson. O padre explicou que sendo Palmas uma cidade muito recente, ainda não tinha passado pela experiência de acolher gente de fora. A missa ali celebrada foi presidida por dom Eduardo Zielski, bispo de Campo Maior - PI, e concelebrada por outros dez sacerdotes.
A senhora Noeli Salgado Moreira, ministra extraordinária da Eucaristia, disse estar feliz pela oportunidade de participar da missa com visitas do nordeste. "Graças a Deus estamos muito satisfeitos em poder rezar e celebrar com esses missionários", revelou ela, enquanto organizava os último detalhes para o ofertório.
As famílias do Santuário N. S. de Fátima, na região central da cidade, acolheram os congressistas dos estados da Amazônia e Roraima. Nessa paróquia presidiu a missa o bispo de São Gabriel da Cachoeira - AM, dom Edson Damian que agradeceu a comunidade em uma das 18 línguas faladas pelas 26 etnias indígenas em sua diocese, situada na fronteira com a Colômbia. O município é o único no Brasil que, além do português, tem outras três línguas oficiais.
Para Dom Edson, o que mais impressiona é o testemunho dos leigos e leigas. "Fiquei encantado com a disponibilidade que muitos leigos e leigas têm para irem à Missão além-fronteiras e ad gentes, e também na Amazônia". Ele conta que já pediu a um bispo que havia ordenado muitos padres para que enviasse dois à Amazônia. Mas, mesmo diante do apelo do seu bispo, e das vantagens oferecidas, nenhum deles se dispôs a partir. "Contei isso aos leigos para que ajudassem a despertar o espírito missionário em suas dioceses, para que mais padres se disponham a servir a Amazônia", revelou.
O Evangelho do dia recordou o envio dos primeiros discípulos. "Jesus continua a chamar e enviar discípulos hoje. O novo nome dos cristãos católicos na América Latina é discípulos missionários. Somos todos chamados e enviados", refletiu o bispo em sua homilia, e explicou os três momentos no itinerário missionário: "da dispersão ao discipulado, do discipulado à comunhão e da comunhão à Missão", concluiu.
Na avaliação do padre Josenildo Filomeno da Silva, pároco do Santuário. "As famílias estão bastante entusiasmadas. Embora elas não estejam habituas a isso, nós não tivemos nenhuma dificuldade em acolher", explicou
Após a missa, as famílias ofereceram uma confraternização aos missionários e missionárias, que ao mesmo tempo, puderam conhecer um pouco da história da jovem cidade de Palmas, fundada a 05 de outubro de 1988.

O 3º CMN encerra suas atividades, neste domingo, 15, com uma missa presidida por dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas - TO.

Fonte: Assessoria de Comunicação do 3ºCMN
14/07/2012 | Rosinha Martins
Trocar uma vida convencional de certezas e seguranças pelas incertezas do caminho missionário junto àqueles dos quais a sociedade não mais se lembra, estar hoje aqui, amanhã ali, faz parte do projeto de vida daqueles que optaram por seguir o Jesus despojado, amigo dos pobres e excluídos, voz dos sem-voz, o Jesus do Evangelho, Deus dos pobres que ouve o clamor do povo e desce imediatamente para libertá-los. Irmã Arizete Miranda Dinelly fez da missão itinerante na Amazônia o seu projeto de vida e partilha essa riqueza com a Vida Religiosa reunida em mutirão, no 3º Congresso Missionário.

3º CMN – Irmã por que a necessidade de uma missão itinerante na Amazônia?
Irmã Arizete – Por que a Amazônia hoje é o centro das atenções do mundo, é o lugar estrategicamente desafiador para a missão porque o capitalismo vê a Amazônia como lugar de exploração em vista do lucro e nós missionários e missionárias somos convidadas a estar presentes para ajudar os filhos e filhas da Amazônia a estarem atentos e a darem respostas aos seus problemas e desafios.

3º CMN – Porque trazer o tema da missão itinerante na  Amazônia para o Congresso Missionário?
Irmã Arizete - Esse Congresso tem missionários que estão espalhados por todo o Brasil e exterior e eu acredito que como resposta de uma presença missionária na Amazônia, a questão da interinstitucionalidade é possível e é o grande desafio porque  que não fomos preparados para isso, a nossa formação é para que cuidemos do que é nosso particularmente, mas agora o “nosso” e ‘meu” tem que caminhar juntos.

3º CMN – O que significa para você ser missionária itinerante?

Irmã Arizete - O projeto da Equipe Itinerante para mim é um projeto de vida. Sendo filha da Amazônia percebo que nas itinerâncias, temos a possibilidade de estar juntos a pessoas que são esquecida ou que outros grupos ou equipes não conseguem chegar e nós estamos apenas como apoio a outras equipes o que  parece algo muito pequeno mas é um dos sinais da Igreja na Amazônia.

3º CMN – O que caracteriza a Equipe como itinerância?
Irmã Arizete - A Equipe itinerante bebe da própria Bíblia quando ela nos fala de Jesus como profeta itinerante, que está às margens do lago, conversando com os pescadores escutando para ajudá-los a encontrar aquilo que buscam. Ser itinerante é seguir o caminho do mestre e ir pela Amazônia com toda a distância e fronteiras simbólicas geográficas, nos faz perceber que é uma presença importante e que faz a diferença. E o mínimo que a gente pode oferecer é essa presença de escuta, a liberdade de chegar próximo à cozinha de cada casa, ao fogo das malocas e reacender dentro de nós essa chama do amor que é a defesa da vida que é o centro do projeto de Deus.



3º CMN – Como comunidade itinerante vocês tem uma casa?
Irmã Arizete - Temos uma comunidade itinerante que está de apoio à missão itinerante porque quando vamos às comunidades indígenas, ribeirinhas o povo se aperta para oferecer para o missionário/a o espaço melhor que tem e muitas vezes quando eles chegam nas nossas casas parece que o espaço fica pequeno demais. Então, fizemos a opção de criar uma comunidade alternativa para receber essas pessoas que nos acolhem suas casas, suas malocas, e nos espaços onde vivem.

3º CMN – Que apelos você faz à Vida Religiosa frente à realidade da Amazônia e essa necessidade missionária que ela nos impõe?
Irmã Arizete - O apelo da Amazônia para o Brasil como um todo é que a gente esteja sensível sobretudo à causa indígena sobretudo porque cada vez mais os povos estão sendo desrespeitados e violentados; mesmo aqueles que já conquistaram suas terras estão com a vida ameaçada. O grande desafio para a Vida Religiosa é pensar como nós podemos nos articular dentro de congregações e instituições para dar uma resposta à altura destes grandes projetos que matam a vida na Amazônia.

3º CMN - Quais são as atividades do missionário itinerante na Amazônia?
Irmã Arizete – Em primeiro lugar, ser uma presença gratuita, ir com tempo para estar a serviço da organização de cada local. Estamos sujeitos à organização de cada local. Chegamos para atender à demanda, mas nos colocamos inteiramente à disposição deles. Eles que nos dizem o horário de fazer cada coisa: pescar, ir para a roça buscar comida, estudar, jantar...participamos da vida cotidiana. Isso faz a diferença e eles também ficam feliz pelo fato de estarmos em suas casas, vivendo vida que vivem. Estamos liberados para itinerar, sem pressa.

3º CMN - O que é necessário para ser um missionário itinerante?
Irmã Arizete - Em primeiro lugar a pessoa tem que estar feliz com a vida porque os desafios são muitos, fazer uma experiência na equipe e ser enviada por uma instituição porque esta assegura o acompanhamento e a contribuição que precisamos para a missão e para a vida comunitárias que são dois salário mínimos.

Por Rosinha Martins, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

A missão da juventude no mundo pós-moderno

14/07/2012 | Valesca Montenegro
A Infância e Adolescência Missionária- IAM, e Juventude Missionária-JM promoveram um dos maiores mutirões do 3º Congresso Missionário Nacional – CMN. Em coletiva de imprensa realizada neste sábado, 14, padre Marcelo Gualberto Monteiro, Secretário Nacional da Obra da Propagação da Fé, expressou sua alegria em poder participar do congresso, “temos a graça e a oportunidade de fazer uma animação missionária voltada para a juventude na Igreja no Brasil.”
Ao ser questionado sobre como o evangelizador jovem pode realizar a sua missão de modo eficaz em um mundo secularizado e pluricultural, Gualberto comentou que os jovens estão em uma busca profunda de Deus, "nós, como Igreja, devemos acreditar no protagonismo juvenil, pois, quando o jovem quer fazer, ele faz e acontece!” Padre Marcelo também lembrou e enfatizou a frase de Bento XVI, “O jovem não é o futuro e sim o presente!”.
Rumo ao CAM 4 – Comla 9
Irmã Dirce Gomes da Silva, da Congregação Cristo Pastor, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial - CNBB e secretária Executiva do Conselho Missionário Nacional - Comina, também partilhou suas expectativas sobre o congresso, “esse é o momento de grande motivação dentro de uma sociedade pluricultural que está em busca de um encontro pessoal com Jesus Cristo.  A fé do povo brasileiro precisa ser motivada e articulada”.
Para a assessora da CNBB, os Congressos Missionários Nacionais servem como animação missionária da Igreja Local, na perspectiva dos Congressos americanos e Latino-americanos CAM 4 - Comla 9.  Ainda de acordo com irmã Dirce, o Congresso Missionário deve ser um momento de graça para a vida missionária dos nossos regionais, Comires, Comidis. Ela também demostrou animação para o estímulo dos projetos além-fronteiras, em países como o Haiti e a Guiné-Bissau- África.
Por Valesca Montenegro, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

Coletiva de imprensa ressalta a natureza missionária da Igreja do Brasil

14/07/2012 | Jaqueline de Freitas Representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pontifícias Obras Missionárias (POM) apresentaram na manhã deste sábado, durante coletiva de imprensa do 3º Congresso Missionário Nacional algumas ações previstas para a animação missionária da Igreja no Brasil, a serem realizadas ainda este ano.

As ações visam disseminar a missão nas 17 dioceses brasileiras e são uma preparação para o Congresso Americano Missionário (CAM) e Congresso Missionário Latino-Americano (Comla), que serão realizados em Maracaibo, Venezuela, no próximo ano.
Participaram da coletiva Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da CNBB e bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, a Irmã Dirce Gomes da Silva, secretária executiva do Conselho Missionário Nacional (Comina), o Padre Marcelo Gualber, secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, e o Padre André Negreiros, secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária.
Ano da Fé
Em outubro a Igreja convida para a abertura do Ano da Fé, que terá início no dia 11, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de novembro de 2013. O Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão e será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade.

Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O papa Paulo VI proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho.
Também em 11 de outubro deste ano, a publicação do Catecismo da Igreja Católica completa 20 anos. O texto foi promulgado pelo Beato papa João Paulo II, com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé.
IAM
Em maio de 2013, o Ano da Infância e Adolescência Missionária (IAM) celebra a Jornada Nacional da Infância, um dia dedicado à consagração dos cerca de 30 mil grupos da Infância e Adolescência Missionária. As orações serão destinadas aos continentes, e a todos os que estão envolvidos neste trabalho. Receberão um lencinho com a cor do continente, identificando, assim, o continente que receberá as orações. O primeiro continente será o americano. O ano da IAM se estenderá até maio de 2014.

Fonte: Assessoria de Imprensa do 3º CMN


Mutirão dos leigos: Nunca te canses de esperar o reino

14/07/2012 | Cecília de Paiva Durante o 3º Congresso Missionário Nacional, acontecem quatro mutirões simultâneos para reflexão acerca do discipulado missionário no Brasil. Na tarde deste 13 de julho, o mutirão dos leigos reuniu cerca de 200 participantes pelo objetivo principal de "contribuir com a reflexão missionária a partir da perspectiva do leigo" e objetivo específico de "refletir, debater e formular um relatório para o documento final do Congresso".

A abertura foi presidida por Dom Armando Gutierrez, bispo de Bacabal/Maranhão, seguida da condução dos trabalhos feita por Robson Ferreira, leigo do Conselho Missionário Regional, Comire Sul 1 da CNBB. As falas principais do mutirão foram feitas pelo padre Sidnei Marcos Dornelas, missionário scalabriano, e assessor na CNNB da Missão Continental e da Mobilidade Humana, e Susana Sacavino, membro da Instituição Teresiana de leigos.
Com as provocações reflexivas, os participantes dividiram-se em oito grupos de trabalho para debaterem, pela metodologia do "ver" os acontecimentos, os seguintes temas: 1) o leigo e a animação missionária, 2) o leigo e a missão ad gentes, 3) o leigo no mundo secularizado e 4) o leigo e os projetos missionários.
Segundo Robson, é também por meio desses grupos que os participantes farão a inscrição para a partilha de seus testemunhos missionários, com apresentação na manhã de sábado (14), em continuidade aos trabalhos do mutirão dos leigos
Fonte: Assessoria de Imprensa 3º CMN