sábado, 10 de julho de 2010

Educação no Brasil


Para refletir!!!!

NO FUTEBOL, O BRASIL FICOU ENTRE OS 8 MELHORES DO MUNDO E TODOS ESTÃO TRISTES. AGORA VAMOS PENSAR EM QUE LUGAR ESTAMOS NA EDUCAÇÃO?

Encontrei esta notícia que compartilho com vocês.

Realmente "alguma coisa está fora da ordem...." o bom mesmo é ir a fonte e conhecer o relatório sobre a Educação da Unesco -www.unesco.org/.../2010


Qualidade da educação no Brasil ainda é baixa, aponta Unesco

Relatório indica que índices de repetência e abandono da escola no País são os mais elevados da América Latina

19 de janeiro de 2010 15h 22
Eric Akita, do estadao.com.br

Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco SÃO PAULO - Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico. Veja o relatório da Unesco O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%). O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%). Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no porcentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Problemas que a educação brasileira ainda enfrenta, a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula são apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino. Crise financeira A crise financeira que ainda reprime o desenvolvimento de países em todo o mundo poderá também ter um reflexo bastante negativo na educação, alerta o relatório da Unesco. De acordo com a organização, o aumento da pobreza e os cortes nos orçamentos públicos das nações podem comprometer os progressos alcançados na educação na última década, principalmente nos países pobres. "Enquanto os países ricos já estão criando as condições necessárias para sua recuperação econômica, muitos nações pobres enfrentam a perspectiva imediata de uma degradação de seus sistemas educativos", alerta Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. "Não podemos permitir o surgimento de uma "geração perdida" de crianças privadas da possibilidade de receber uma educação que lhes permita sair da pobreza." Com este cenário, a Unesco avalia que a comunidade internacional não deverá alcançar nenhum dos seis objetivos estabelecidos em 2000, em Dacar, no Senegal, que, juntos, visam a universalização do ensino fundamental até 2015. Segundo o relatório, seria necessário cobrir um déficit de US$ 16 bilhões para atingir essas metas, acabando com o analfabetismo, que hoje atinge cerca de 759 milhões de adulto no mundo, e possibilitando que as mais de 140 milhões de crianças e jovens que continuam fora da escola tenham a oportunidade de estudar.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

MÁRTIRES DO SÉC. XX NO BRASIL


Brasília, 25 de junho de 2010 – Nº 2372

CNBB celebra 25 anos do assassinato do padre Ezequiel Ramin e irmã Cleusa

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez memória hoje dos 25 anos da morte do padre Ezequiel Ramim e da irmã Cleusa Carolina Rody Coelho. Ambos foram assassinados em 1985 por causa de sua atuação em defesa dos indígenas. O Conselho lembrou também os assassinatos da irmã Dorothy Stang (cinco anos) e padre Gisley Azevedo (um ano), que foi assessor do Setor Juventude da CNBB.
O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, presidiu a missa e disse que o assassinato dos religiosos os faz participantes da páscoa de Jesus. O nome de cada um deles foi lembrado no início da missa com um breve relato de sua vida e a causa de seu assassinato.
Missionário comboniano, nascido em Pádua, na Itália, em 1953, padre Ezequiel Ramim chegou ao Brasil em 1º de setembro de 1983 e passou a residir em Cacoal (RO), diocese de Ji-Paraná. Ele foi assassinado no dia 24 de julho de 1985, vítima de uma emboscada.
“Em minha volta, as pessoas morrem, a malária cresceu assustadoramente, os latifundiários aumentam, os pobres são humilhados, os policiais matam lavradores, as reservas indígenas são invadidas. Com dificuldade os meus olhos conseguem ler a história de Deus por aqui”, escreveu padre Ezequiel pouco antes de ser assassinado.
Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho, nascida em 1933, era capixada de Cachoeiro do Itapemirim. Foi assassinada em 28 de abril de 1985 no rio Passiá, em Lábrea, Amazonas. O assassino foi um índio apuriná, a quem havia ajudado poucos meses antes. Irmã Cleusa era missionária Agostina Ricoleta. Em maio de 1991 foi dada a entrada no processo pedindo sua beatificação.
A religiosa americana, irmã Dorothy Stang, foi assassinada no dia 5 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Pará,e o padre Gisley no dia 15 de junho de 2009. (Leia aqui poema sobre irmã Dorothy e artigo sobre padre Gisley)
Homilia
Em sua homilia, dom Geraldo lembrou Cristo oferece seu perdão como purificação da “lepra do pecado”. “A cura do leproso nos leva a pensar na purificação que Cristo realiza em nós quando nos liberta da terrível lepra do pecado que é sempre uma ofensa a Deus, ruptura de comunhão com o Pai e com sua família que é a Igreja”, disse dom Geraldo.

Assessoria de Imprensa da CNBB
E-mail: http://imprensa@cnbb.org.br
Site: http://www.cnbb.org.br/

sexta-feira, 25 de junho de 2010

“O VERDADEIRO PRESENTE!” Meu primeiro dia das crianças em Maputo.


Nós já comemoramos o Dia das Crianças em 01-06-10. Aqui não se fala primeiro de Junho, mas sim um de Junho, que é um dia especial! Um dia de alegria! As crianças não recebem presentes, mas tem um almoço especial: arroz com cebola, batata frita, frango assado e a sobremesa: bolo de chocolate.
No dia um de Junho, cada criança recebe um balão, para as crianças moçambicanas o balão é muito significativo. Aqui não se comemoram o dia dos pais e nem o dia da mães, mas o dia das crianças é muito festejado. Em casa, as crianças são tratadas com todas as honras.
Na Escolinha, organizamos um almoço especial e servimos bolo com sumo (suco), foi uma grande festa. Na escola primária, as crianças trouxeram seu próprio lanche, aquele arroz caprichado! Na Escola ocorreram atividades recreativas – jogos, dança, festival de futebol.
E com toda essa festa, nem é feriado aqui em Moçambique. Para mim foi um dia especial, devido a data, porque mesmo sendo missionária, estou condicionada à minha cultura: dia das crianças é 12 de outubro com feriado! E foi bom comemorar de outra forma e em outra data. A festa aqui é vivida com uma intensidade que envolve toda família. Festa simples, mas com um valor imenso. Não é oferecer um presente para a criança, mas reconhecer que a criança é o presente.
A partida, a saída, me ajuda a valorizar aquilo que temos e descobrir também novos valores.
Estamos Juntos. Na graça!

domingo, 9 de maio de 2010

Vanessa em Moçambique - "o transporte coletivo"




O chapa

É o meio de transporte clandestino de Moçambique, mas é também o único que o povo tem acesso.O chapa é uma Van ou uma kombi que carrega no mínimo 50 passageiros, quando deveria transportar somente 25 pessoas.
Para entrar no chapa, é preciso fazer uma ginástica, na verdade é uma luta.Nao existe fila de espera, quando o chapa chega é uma guerra, todos tentam entrar ao mesmo tempo para conseguir um lugar para sentar e se possível no lado da janela. O chapa está sempre lotado, normalmente as portam nem fecham, é uma loucura!
Os motoristas que conduzem as chapas, alugam o veículo e precisam no final do dia pagar o aluguel do veículo e uma porcentagem das viagens realizadas. Quem são os motoristas do chapa? Homens que na maioria das vezes não tem a carta (a carteira), mas sabem dirigir o veiculo.Em alguns casos é possível encontrar um motorista alcoolizado... Só Jesus!
Os chapas estão em péssimo estado, vidros quebrados, bancos rasgados, cinto de segurança nem existe, o motor que no meio do caminho estraga.Normalmente, a polícia para os chapas e depois que os motoristas pagam uma taxa, os chapas podem continuar o trajeto.Tem chapa de 10 em 10 minutos e todos estão lotados, o trânsito é um horror.A locomoção é lenta...
Como eu não tenho carteira de motorista, preciso pegar o chapa para me locomover. E ai sempre faço minha oração pedindo proteção de Deus para ir e voltar em segurança.
Os governantes não estão preocupados em melhorar essa situação. Existe o TPM (Transporte Publico de Maputo), são poucos os ônibus, que o povo não pode se dar o luxo de esperar o ônibus aparecer, e o TPM nem passa em todos os bairros.
No ano passado, os leigos de Maputo tinham o carro, nunca andavam de chapa. Agora é outra história, o povo gosta de ver as leigas no chapa, é muito bom encontrar uma pessoa conhecida nesse meio de transporte.
Isso é missão, literalmente estamos no meio do povo, assumindo também o mesmo risco que a população de Maputo.Diante dessa situação me sinto missionária que caminha com o povo, lógico com uma enorme revolta contra os governantes que não se mexem.E eu nem pego chapa todos os dias, só de vez enquanto por que vou e volto a pé para o serviço.
Estamos Juntos. Na graça.



Vanessa LMC



sábado, 1 de maio de 2010

Dia 1o de maio





Hoje celebramos esta data tão importante como Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida.

Há mais de 30 anos acontece a missa dos trabalhadores na praça da Cemig. Um lindo encontro de fé e compromisso com a causa das trabalhadoras e trabalhadores da nossa grande região metropolitana de Belo Horizonte!
Eis alguns momentos:










Entrada da imagem de Aparecida toda feita de material reciclado pelo pessoal da cooperativa de catadores de papel!



No final da Missa, Pe Jorge aproveitou para falar do encontrão das Cebs do dia 21 e das propostas que tiramos para a região.




Momento da benção final!





Dom Joaquim Moll falou da importância das CEBs e da Região Nossa Senhora Aparecida não deixar esta experiencia tão bonita restrita. Nos convocou a sermos missionários além fronteiras!
Cristina









Osmar - AM

Após 3 meses de vivência em Contagem - bairro Ipê Amarelo e um dedicado trabalho junto a Casa Comboniana Justiça e Paz; aulas de reforço de Matemática junto as crianças do Espaço Esperança, esforços no encontrão das CEBs, Osmar leigo missionário comboniano, dará continuidade a nossa presença junto a Causa Indígena em Santo Antonio do Matupi - AM.
Eis algumas notícias enviadas por ele, que aterrizou em Porto Velho no dia 28 de abril e já se encontra na equipe missionária comboniana:

"Oi,
Pe. Massimo, ir. Candida e eu almoçamos ontem na casa episcopal. Dom Francisco lembra muito Dom Antonio Possamai, muito simples e acolhedor. Saímos para Sto. Antonio do Matupi depois de um gostoso almoço amazônico: peixe surubim ao molho com qüento e suco de cupuaçu! Chegamos em nossa casa no km 180 por volta das 22h de ontém, pois aconteceram alguns "imprevistos bem previstos" na transamazonica: caminhão atolado, ponte em reforma e nosso carro que deu pane com uma peça quebrada. Chegamos vivos, mas muito cansados!
Rezem por nós! Um forte abraço! Envio algumas fotos.
Tchau.
Osmar
Vista aérea da cidade de Humaitá


Transamazônica

Operário padrão

Morreu
num acidente de trabalho
o operário-padrão
Modesto Morais.
Por um dia, seu lugar
na linha de montagem ficou vazio,
lá onde há treze anos
fielmente
apertou parafusos
e, às vezes,
também, gente.
Páram-se as máquinas.
Um minuto de silêncio.
Aproxima-se o patrão
Nobre Pavlowski
pessoalmente.
Em voz baixa
e com soluços oportunos
encerra o acontecimento:
"Modesto,
não te esqueceremos jamais."
Um coro fúnebre
dos companheiros
abre eco: " Operário-padrão-Morais,
nunca mais!".
poema de Paulo Suess - Do Grito à Canção. Poemas de resitência. 1983.