domingo, 5 de dezembro de 2010

Votos de Natal 2

Feliz Navidad y Año 2011













Del Verbo divino

la Virgen preñada

viene de camino:

¡si le dais posada!

(San Juan de la Cruz)


Que la contemplación del Verbo hecho carne renueve nuestro compromiso misionero de anunciar, especialmente a quienes más sufren, que Cristo nació para todos.

 
Jorge García Castillo

Misioneros Combonianos

Secretariado General de Animación Misionera

Roma – Diciembre 2010

Votos de Natal

Caríssimos,

Na ocasião das festas de Natal é com muita alegria que envio  os meus sinceros votos de FELIZ NATAL e de um PRÓSPERO ANO NOVO.
Não há dúvida que o Natal de Jesus manifesta o sentido profundo da mensagem evangélica, isto é que o plano de salvação do Pai é para toda a humanidade.
Deus quer que todas as pessoas possam ter, neste mundo, plena e igual dignidade social: que ninguém seja considerado simples instrumento dos que têm o poder nas mãos, mas que a todos sejam oferecidas as oportunidades de uma vida digna.
Nesta visão me ajuda muito uma breve frase de Paulo na carta aos Colossenses (3,11), quando fala do homem novo, da nova humanidade:
“Então não haverá mais judeus e não-judeus, circuncidados e não-circuncidados, não civilizados, selvagens, escravos ou pessoas livres, mas Cristo é tudo e está em todos”.
Hoje, num mundo globalizado e pluralista, não é simplesmente um sonho lutar para que, entre as pessoas, ser católicos ou protestantes, cristãos ou hebreus, muçulmanos ou budistas, crentes ou ateus não seja para ninguém motivo de privilégio ou motivo de perseguição.
Que cada criança que vem a este mundo possa encontrar uma humanidade reconciliada, sem guerra, sem ódio, sem violência, ma possa experimentar a beleza do diálogo, do respeito mútuo, na convivência feliz de todas as culturas. Mas, para tanto, é preciso que cada um saiba respeitar o outro, o diferente.
No Natal a liturgia nos apresenta um recém-nascido; assim entendemos que o fundamental é promover a dignidade de cada ser humano, sem discriminação alguma.
Sabemos que este caminho é duro, difícil, cheio de incompreensões, de perseguições e às vezes com derramamento de sangue. Mas a cruz de Jesus nos encoraja para que não desanimemos, pois a vitória do bem sobre o mal está garantida.
Peço desculpa por enviar esta não fácil reflexão. Mas o fiz para distanciar-me dos costumeiros votos de boas-festas, que não me dizem nada; e fico feliz por ter partilhado com vocês o que “arde” no meu coração.

Lembro a todos vocês com ternura e amizade. Como Francisco de Assis, desejo a todos paz e bem.

Pe Valentino





sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fé, Cidadania e ética.

FÉ, CIDADANIA E ÉTICA
Reflexão elaborada pelo CNLB da Arquidiocese de Curitiba-PR
Curitiba-PR, setembro/2010
Valorização da Vida, o imperativo da vida plena para todos “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” É hora de união entre todas as pessoas que creem no triunfo final da vida sobre a morte, porque assim será possível superar a crise e construir uma sociedade justa e pacífica, em harmonia com a grande comunidade de vida.
A oração é diálogo com Deus, mas devemos ter o cuidado de não reduzir Deus a um bem de consumo ou a solução fácil para nossas insuficiências. Jesus nos deixou a oração do Pai-Nosso como modelo. A Oração integra o modo de ser dos seguidores de Jesus, pois ele também rezava e com fervor do pedido de um discípulo, ensinou-nos a rezar esta maravilhosa oração.
Jesus Cristo foi um grande político, ensinou a seus discípulos que a atitude básica do cristão revestido de poder é a atitude de serviço, não de dominação e nem de busca do proveito pessoal. Ao perceber que os discípulos discutiam entre si sobre quem seria o maior no reino de Deus, Jesus lhes ensinou o “sim, sim“ – “não, não”, afirmando que o maior é aquele que serve,  os grandes governam oprimindo o povo. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal”  (Mt 20,26)
A orientação da Igreja se fundamenta no Evangelho e nos valores éticos e morais sobre os quais se construirá a sociedade justa, solidária e cidadã que desejamos. Baseados nisto é que os Bispos afirmaram na declaração de maio: 'Incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana'.
O direito à vida, desde a concepção até a morte, é o mais fundamental dos direitos humanos e deve ser garantido pelo Estado. Por isso devem ser apoiadas as políticas públicas em favor da vida, desde as medidas que favoreçam a maternidade quanto à implementação de uma segurança pública com uso mínimo de armas letais.
Fortalecer exigências éticas em defesa da vida - Documento n.º 91/2010 CNBB
Item 94. “Eu vos asseguro: o que fizestes a estes meus irmãos menores a mim o fizestes” (Mt 25,42). À luz da ética, o Estado deve ter como princípio básico a consideração de que todos os homens e mulheres tenham os meios necessários assegurados para viver uma vida digna, desde a sua concepção até o final de seus dias. Assim, não há espaço para legislações que atentem contra a família ou contra a dignidade da vida humana, particularmente no que diz respeito à legalização do aborto e da eutanásia.
Item 96. Entretanto, se o potencial de riquezas naturais em nosso país é considerável, também o é a responsabilidade não só por tal patrimônio, mas também do uso responsável do mesmo, de seu manejo sustentável. Como nos diz o Documento 82 da CNBB, “abertos e solidários com todas as nações, somos administradores da riqueza nacional.” É essencial o controle social para evitar que as imensas possibilidades de vida e de sustentabilidade de outros povos sejam controladas por interesses financeiros.
Item 97. Assim, vemos a necessidade de:
  • Garantir a água como um bem público e patrimônio da humanidade, de destinação universal a todos os seres vivos. Já o disse Bento XVI que “é necessário a maturação duma consciência solidária que considere a alimentação e o acesso à água como direitos universais de todos os seres humanos, sem distinções nem discriminações.
  • Proteger a biodiversidade brasileira (flora e fauna) para o povo brasileiro solidário com os demais povos, respeitando e respaldando os saberes das populações tradicionais das várias regiões do país;
  • Assegurar o uso dos solos agricultáveis para o povo brasileiro, principalmente para os pequenos agricultores, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, espalhados por todo o território nacional;
  • Garantir a legalização e a posse das terras dos povos indígenas e quilombolas.

Item 104. A Terra é responsabilidade humana mais que objeto de conquista.A tutela do ambiente constitui um desafio para toda a humanidade. Trata-se do dever comum e universal e do respeito a um bem coletivo”.
O meio ambiente alterado é reflexo das mudanças impostas pelo uso desordenado das riquezas da natureza. O Papa Bento XVI nos diz que “A natureza está à nossa disposição, não como ‘um monte de lixo espalhado ao acaso’, mas como um dom do Criador que traçou os seus ordenamentos intrínsecos dos quais o homem há de tirar as devidas orientações para a ‘guardar e cultivar’”.
Em face das dramáticas mudanças climáticas que o mundo está sofrendo por causa da ação predatória do sistema produtivista-consumista, cresce a consciência ecológica e o deseja de buscar outro modelo de desenvolvimento, voltado não para o lucro abusivo, descontrolado e sim para a vida, não para a produção ilimitada, mas para a humanidade, onde se produza aquilo de que precisamos, sem destruir a Terra.
Merece destaque numerosas iniciativas em favor da PAZ entre os povos, religiões e etnias de um mesmo país, bem como o esforço para universalizar os direitos humanos, políticos, civis, econômicos, sociais culturais e ambientais.

Democratizar a comunicação e a informação - Documento n.º 91/2010 CNBB
Item 111. Já o disse a CNBB em seu documento 82 que “a mídia é, hoje, um grande instrumento de poder. Exerce uma força suficiente para mexer com a opinião pública e conduzir ao poder pessoas ou partidos, aliados a determinados interesses”. Seguindo a mesma linha do referido documento, faz-se necessária uma profunda democratização quer seja na forma de comunicar e informar, quer seja no acesso aos meios pelos quais essas funções são exercidas, de acordo com o Art. 233 da Constituição. As novas tecnologias o permitem e o surgimento dos novos sujeitos sociais, econômicos, culturais e políticos exigem formas mais democráticas de concessão do direito e de regras em seu uso. Desta forma, para o exercício democrático do poder, é indispensável a democratização da  comunicação.
A informação é uma forma de enfrentar medos e situações difíceis. Então, procure sempre pesquisar e refletir sobre os temas que deixam dúvidas. Assim haverá instrumentos para ajudar resolver ou entender com os problemas do dia a dia.
Em política, a informação e a reflexão evitam que os cidadãos sejamos enganados. Leia, ande pelas ruas e conheça as diversas realidades diferentes da sua. Pesquise bastante quando precisar tomar decisões importantes, exemplo dessa decisão é como votar.


E lembre-se: Somos o que fazemos, não o que dizemos.
Para o eleitor, é fundamental ter pontos de diferenciação para que possa discernir, se orientar, decidir; e principalmente que as propostas contenham o valor de verdade. É mais importante saber qual a posição, a linha de pensamento de um candidato a respeito das questões estratégicas, do que ouvi-lo fazer certas promessas.
                Nenhum bom governo deixará de fazer algo, contudo, sempre de acordo com as políticas e planos que traçaram.
Efetuar o discernimento, se as diretrizes são viáveis e claras.
Precisamos melhorar a qualidade de nossos representantes e governantes, o voto é uma procuração que passamos para que os governantes governem em favor de todos.
São preocupantes as coligações entre partidos, onde são desprezados bons programas e propostas de valorização da vida. Resta aos eleitores, na hora da votação estar buscando um candidato ético e consciente da necessidade da sociedade.
É de grande preocupação o modo como essas coligações partidárias acontecem, muitas vezes sem preocupação com a Dignidade Humana, desta forma deixando, muitas vezes os eleitores confusos em suas escolhas.
As mudanças das quais a sociedade necessita para vivermos em uma nação mais justa e humana deve partir primeiramente de nós, de nossas mudanças como eleitor consciente e como membros atuantes de nossa sociedade como:
v  Participar de um Conselho paritário (participação popular);
v  Discutir e deliberar as ações públicas do governo em nossa cidade e país ;
v  Discutir e deliberar sobre o orçamento de nossa cidade e país;
v  Decidir q a destinação das verbas públicas para determinados projetos;
v  Decidir o que se vai fazer, quem vai fazer e como vai fazer o governo de nossa cidade, distribuindo os recursos conforme as deliberações do Conselho.
v 
Há que se retirar da consciência popular a falsa ideia de que o “Agir Político” se restringe aos outros, aos que têm o poder econômico, aos bem falantes, aos estudados.
Que a nossa participação faça com que todos os homens e mulheres de nosso país se sintam sujeitos e não objetos políticos, buscando formas de participação ampla e irrestrita, mais igualitárias e cidadã, de estado e Democracia dentro dos Mandamentos de Deus.


REFLEXÕES:

Que tal, você, eu, nós, refletirmos juntos sobre esses assuntos, tão importantes para melhorar a nossa vida, estas reflexões poderão ocorrer nas famílias, nos grupos de orações, nos locais de trabalho, em grupo de amigos e demais locais na sociedade.


                                  ·            Jesus Cristo foi um grande político . Qual a diferença entre a politica feita por Jesus e a feita por nós e por nosso país?
                                  ·            Dentro de nossa meio, podemos buscar candidatos comprometidos com a Dignidade Humana?
                                  ·            Fé, Ética e Cidadania, onde podemos buscar aprofundamentos para os nossos conhecimentos?
                                  ·            Fé, Ética, Responsabilidade e Cidadania devem iniciar na família e na escola. De que forma temos contribuído para que isto aconteça?   
                                  ·            Que práticas estamos tendo, ou estamos vendo em nossa cidade, que visam à reforma fundamental no Estado Brasileiro e na Democracia que vivemos?
                                  ·            Que caminhos devemos tomar, que práticas devemos ter e que organizações devemos criar para alcançar o objetivo de termos  Uma Nova Democracia para um novo Estado ?
                                  ·             Na decisão de Não votar, estamos deixando de eleger bons candidatos ou colaborando para que continue sendo eleitos candidatos, sem escrúpulos, sem Ética e sem se preocupar com o Bem Estar de uma sociedade. Você pode mudar isto? Como?
                                  ·            Qual a função do Estado em relação ás imensa diferenças econômicas e culturais? E qual a nossa postura quanto a isso?
                                  ·            É papel de o Estado prover assistência, saúde, educação, saneamento, habitação e etc. Isto tem ocorrido? De que forma?
                                  ·            Em relação à sustentabilidade, o que temos feito para mudar a degradação do meio ambiente?


Sites importantes para pesquisar as ficha sujas dos candidatos às eleições com processos em andamento:

               www.mcce.org.br
           www.tse.gov.br    
           www.transparencia.org.br   
           www.tre.gov.br      
           www.tcu.org.br      

 Demais sites para pesquisas:

               www.cnlb.org.br   
           www.cnbb.org.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mês Missionária

Eu sou Pedagoga, pelo menos tenho um diploma. E aqui na missão estou exercendo essa profissão. Entretanto, quando a cozinheira falta, fica somente a auxiliar de limpeza, que acaba tornando-se a cozinheira, e por isso, eu auxilio na cozinha e à limpeza.
            Nessa semana, realizei uma tarefa que aprendi aqui em Maputo, descamar peixe .E comecei a refletir: o que é a minha missão? Não vim aqui para explicar o evangelho, fazer homilia, dar palestra, ser catequista.Aqui o povo é muito capaz, eles sabem até mais que eu.
            Quando estava descamando o peixe, eu pensava: o que estou fazendo aqui Senhor? E senti uma grande alegria.De fato, estou servindo. Servindo nas pequenas coisas, servindo onde é necessário.
            A missão é colocar-se a serviço do outro, é auxiliar quem precisa.Claro que é importante anunciar a Boa Nova,proclamá-la, mas é necessário vivenciar a Palavra e dar testemunho do amor de Deus em nossa vida.
            Normalmente, os funcionários da escola, ao fazer um cometário sobre mim dizem: “Como essa branca trabalha” Imagina! Aqui eu sou branca, na verdade sou estrangeira.E para mim ,essa é a graça, levar Jesus no coração, testemunhando no dia a dia a Sua presença em minha vida. Um dia, se Deus quiser, serei como minha mãe ( ela sim testemunha no seu cotidiano, através da doação para todos o amor de Deus em sua vida)
            Descamar um peixe, dois peixes….55 peixes para oferecer uma refeição digna para 114 crianças é a minha missão …. Como sou marinheira de primeira viagem, a minha mão fica toda cortada.É uma loucura! 
            E a Pedagoga Missionária, agradece a Deus, agradece ao Leão, meu grande professor da Faculdade, que me ensinou a vivenciar o cotidiano escolar e sempre trabalhar em equipe.
            E nesse mês missionário, essa é a minha mensagem: A missão de cada um se realiza quando estamos servindo ao outro com amor.
Estamos Juntos!

Na graça!

Vanessa LMC

sábado, 9 de outubro de 2010

Dia 26 de Julho, iniciei uma nova etapa nesta missão, uma nova turma de costura. As máquinas estão num canto aguardando o início de pedalar. A turma da manhã já esta fazendo bainhas e casas, agora estão costurando camisas.  Nesta etapa estamos com um grupo mais voltado aos jovens, afinal  mais que o futuro, são o presente e precisam de atenção e incentivo. As dificuldades que enfrentam, a falta de perspectiva de ganhar sua vida e seu sustento nos motiva ainda mais a confiar na providencia e investir esforços e tempo para apoiar um possível começo na vida, o que uma profissão sempre ajuda. Na missão tenho acompanhado que cada turma tem seus desafios e suas alegrias.




Outra atividade que venho acompanhando é o da Liturgia da Comunidade Santa Bakita. Num dia destes os jovens da acolhida  resolveram fazer uma faxina geral na igreja e no quintal da comunidade. Foi uma grande festa, eles são muito legais e com muita alegria lhes servimos pão e chá.

Tenho especial carinho, posso dizer que é "a menina dos meus olhos", com a turma da noite, todos eles catequista que se entusiasmaram com o curso da costura e estão muito bem. É um ambiente muito agradável e descontraído, fizemos uma grande festa celebrando o aniversário de Vanessa. Temos que dar oportunidade para o futuro saber não ocupa lugar.
Confesso, com o coração já meio apertado, uma pontinha de tristeza: estas serão as ultimas turmas que vou acompanhar aqui nesta estapa da missão, pois em dezembro volto para o Brasil.  Embora sinta-me um pouco cansada, estamos no tempo de muito calor, mas já estou sentindo saudades.

 

domingo, 12 de setembro de 2010

Somos fruto do amor de Deus!


Agora posso dizer que chorei em Moçambique, não foi pela imensa saudade que tenho dos meus familiares e amigos do Brasil, nem pela alegria que tenho em ser missionária aqui em Maputo. Chorei pelo encontro vivido com as crianças da Clínica Dom Orion. Não foi um choro que as lágrimas rolaram na minha face, elas ficaram contidas no meu coração.
Na tradição africana, doença não é somente uma questão física ou mental que tem uma razão cientifica, uma consequência lógica devido um acidente, uma picada de inseto, uma infecção hospitalar, etc. A doença é vista também como algo sobrenatural, no sentido que não é natural. Então, cientificamente é difícil o povo compreender uma simples dor de cabeça, mal-estar, malária, etc.
Diante disso, uma criança que tem uma doença mental ou física: Síndrome de Down, paralisia cerebral, câncer ou AIDS sofre pela doença em si e também por ter adquirido tal doença. Em alguns casos, a criança é rejeitada ou abandonada pela família. Clínica Dom Orion cuida de crianças que tem dificuldades físicas e mentais, aproximadamente 15 internos são tratados nessa instituição.
Eu tive a oportunidade de visitar a Clínica e me aproximar dessas crianças e não encontrei tristeza, apesar das dificuldades que as crianças possuem: em andar, de comer, de falar. Encontrei um sorriso na face de cada uma, uma alegria, um desejo de viver. E aí as lágrimas não saíram, mas todo o meu ser “ chorou”, as lágrimas brotaram dentro do meu coração.
Eu me pergunto: “ Quem éo homem?” ­O que somos? Corpo e mente ou corpo e alma ? Muitas vezes a aparência engana, o importante é o nosso interior, é o nosso coração. O corpo é frágil ,é delicado .Ele pode ser bonito ou feio e até apresentar um aspecto monstruoso devido certas doenças ,mas o que vale é quem somos!
E por isso, chorei pela primeira vez em Maputo, carregando Isabel no colo ,uma criança que tem 2 anos de idade com aparência de sete meses ,não tem como não ficar emocionada , ela foi rejeitada pela mãe . Segurando Isabel no colo, todo o meu instinto materno se aflorou. Vivenciei a experiência do salmo: “ entranhas de misericórdias” senti compaixão, engoli seco. Não podemos resolver todos os problemas do mundo. Só Deus é capaz!
A missão é coração, é oração, é trabalho, é relacionar-se com o outro, é sorrir, é chorar. É amar o irmão que sofre, é ser irmã de quem não conhecemos, de quem não tem o nosso sangue. É ser sensível, é ser forte!
Na graça!
Estamos Juntos!


Vanessa - lmc

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Greve em Maputo

Na quarta-feira dia 01, ocorreram manifestações populares que paralisaram cidades como Maputo e arredores, nos informou por telefone hoje, Gui e Vanessa.
A população saiu as ruas para denunciar o aumento abusivo da comida, de produtos essenciais, custo da energia, água, etc., que afeta o povo que já sofre com um custo de vida alto, falta de trabalho, informalidade,...

A situação parece mais calma e a greve contornada, porém o número de mortos ainda não é certo. Os últimos dias foram tensos, com o povo nas ruas e situações de agressão e violência, saques e muitos comércios destruídos, tudo ficou paralisado.